quinta-feira, 17 de abril de 2025

POR QUE A VIDA É ASSIM?


De rancores a rancores, de temores a temores, de fé e da sua falta
É feita a vida dessa substância, por que temos que nos subtrair e saber
Que o ópio é tanto e acomete a quase sempre e muitos
Que o dissabor se torna quase o acometer que fumemos o tabaco
Como se não fora nada, e cevamos qual pacas na ausência das inas…

Por não se saber de nada, ou quase, a luta de se prescrever uma receita
Não compatibilizaria o elã de saber que quase tudo tem a ver com quase nada.

E seguem os dias, a dita companhia de uma mulher esperada torna-se aviso
E há homens que jamais poderão se deitar com uma que seja
Sem que seja ela a de programa ou mesmo fazer parte dos “comandos”…

Não, quem sabe renascer mais um dia na temperança de saber que um enjeitado
Percebe que a sua solidão é saber da razão dura da companheira que não aparece
E sua voz distante soa como algo de cinco minutos da efemeridade de uma presença que não acontecera tanto.

Se o viés do crime fosse tão complexo poucos saberia de suas tramas, mas de investigar-se-lhes
Não torna o fardo mais pesado, pois de sobrevivência temos uma boa ferramenta, que é prosseguir
Não tateando pela escuridão da incerteza, mas urgindo para que outros encontrem a paz
Que reside no testemunho vivo das engrenagens de algo que está aberto a olhos vistos

E que renunciemos ao temor, se nos for possível, para que unidos façamos frente a esse tipo de submundo...

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