De rancores a rancores, de
temores a temores, de fé e da sua falta
É feita a vida dessa
substância, por que temos que nos subtrair e saber
Que o ópio
é tanto e acomete a quase sempre e muitos
Que o dissabor se
torna quase o acometer que fumemos o tabaco
Como se não fora
nada, e cevamos qual pacas na ausência das inas…
Por
não se saber de nada, ou quase, a luta de se prescrever uma
receita
Não compatibilizaria o elã de saber que quase tudo tem
a ver com quase nada.
E seguem os dias, a dita companhia
de uma mulher esperada torna-se aviso
E há homens que jamais
poderão se deitar com uma que seja
Sem que seja ela a de
programa ou mesmo fazer parte dos “comandos”…
Não,
quem sabe renascer mais um dia na temperança de saber que um
enjeitado
Percebe que a sua solidão é saber da razão dura da
companheira que não aparece
E sua voz distante soa como algo de
cinco minutos da efemeridade de uma presença que não acontecera
tanto.
Se o viés do crime fosse tão complexo poucos
saberia de suas tramas, mas de investigar-se-lhes
Não torna o
fardo mais pesado, pois de sobrevivência temos uma boa ferramenta,
que é prosseguir
Não tateando pela escuridão da incerteza,
mas urgindo para que outros encontrem a paz
Que reside no
testemunho vivo das engrenagens de algo que está aberto a olhos
vistos
E que renunciemos ao temor, se nos for possível, para que unidos façamos frente a esse tipo de submundo...
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