quinta-feira, 17 de abril de 2025

FLÚIDO DOS VENTOS


Resta saber o tempo que nos escolhe
Quando, principescamente, Maquiavel encerra em sua redoma
A filosofia tão feminina que encontrei em ti um dia, óh reformadora ocasional
Daquele que te amara a mais não caber, e que trocaste por um homem que mal sei se existe ou existiu...

Onde estarás agora, já anciã das desditas, por agora, tão afeita a que percas, e perdes,
Para que já outra, mais veterana e sábia, saberá que nem sempre seus textos copiados
Serão os melhores que porventura vistes de tua Califórnia onde aprendestes teus sistemas
À Austrália onde dormistes com vários parafinados de tubos e mais tubos de neoprene...

Não, verás que na ilha por onde fizeste teus ensaios, quiçá os EUA já não abracem mais o paraíso
Posto de bem é o homem que não tiveste, e de mal é o bem-me-quer que não defloraste
Já que na tua vertente ensaiaste bem uma agente que te serviu a mais não poder e que,
Destarte quaisquer neuroses reflexas, o que gostarias de referir em tua vida é que, aquele que a defendeu um dia
Agora sequer precisa defender a si mesmo, pois os tempos são outros, e o que pensarias de uma democracia popular no país onde sequer nasceram teus planos
Senão capitular finalmente, e permitir a que seja dado o nome a um boi que na verdade não sofrera a castração impositiva
Mas que acede estudando em Saussure o Lacan que jamais aprendeste...

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