sábado, 26 de abril de 2025

CARTA À EUFORIA E SEUS SIMPATIZANTES


               Não distasse muito tempo, os lugares do ermo de certos caminhos, e viríamos muitos quiçá de predisposição infinita, e no entanto limitada... Posto de motor de arranque, acelerado, frenético, a vida futurista, os insights, os erros, sobretudo os erros tomados como acertos, a noite embalada por pós invectivos, comprimidos, enfim, o êxtase, o gozo, o fremir de uma juventude algo sem freios, onde quiçá a derrocada de suas intenções subversivas venham a dar o toque no aproximar-se do fim das noites. Aquela onda intoxicada, os negócios, os escusados veios que transportam o hedonismo cabal, mais tarde a cerveja, o uísque, a vodca e outros meios que deem o suporte a um prazer ilusório da eufórica onda do ser, a ser mais um, mais dois e alguns, reunidos e solitários, voltando, se tornando enfermos por mais uma semana de estudos ou trabalho, os programáticos, os devaneios, a ausência da arte, os fascistas... Tudo em uma imensa conjunção da carne, que só se conhece alguém na via dos buracos, só se entra no buraco sendo um rato de um tipo de academia onde sói reparar-se que aquele tem os bíceps sarados, ou que a mulher desenvolveu bons glúteos, a famosa bunda gostosa. E isso passa a ser alimento, retroalimento, o motor, a lambança, os cremes e a lubrificação, a troca de óleo, a parafernália e o início da noite: a vida de quem não encontra um tempo mais tranquilo e contemplativo é assim mesmo, uma vida em pecados, pois pecar se torna a palavra de ordem, principalmente àqueles que sempre negam o Cristo.

               Rui um grupo, quiçá caia toda a cidade, se torne uma babel, quando os comandantes já não possuam mais a força, mas aí é que as coisas mudam, pois no domingo se reúnem na missa os fiéis, e a devoção se torna concreta, pois aquelas almas que consideram a oração de São Francisco ou o Pai Nosso acima desse hedonismo, acima da maconha e da coca, acima de tudo, e que nada do que fora todo aquele mundo eufórico onde se pensou por alguns instantes que uma luta estaria sendo travada para derrubar toda uma democracia, cai por terra essa intenção nefasta, já que os legalistas se antepõem com sua forças e as brigadas dão conta de recados que nem ousaríamos supor, nós que somos tão mortais quanto a fraqueza, posto sermos humanos. E aquele sonho que não houvera, aquela libertação baseada nos baseados, aquele axé sem fronteiras que nada tem a ver com liberdade, se traduziria no templário que igualmente possui sua ilusão ou sua busca, ou em pessoas que ainda gostam da Natureza e que preferiram estar mais perto Dela porque Dela vem a nossa Casa Comum, que por ela seremos sempre, na euforia que não possuímos artificialmente, pois não é de “inas” que se vive a vida, mas da Paz de um Deus amantíssimo e seu julgar sereno.

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