Quem
dera a voz da mulher libertária não fosse simplesmente dar a anuência à voz de
seus amigos a quem sua liberdade jamais fosse contestada... Do amor, a sombra
de si mesmo, ou de si mesma, quiçá fosse mais fácil dizer a frase “eu te amo”
sem o viés concessionário, sem a retórica de uma vinculação manipulável na
acepção de um séquito de observadores, ou mesmo de um amor maior fosse o fato
grande se amar sem a citada vinculação compulsória das fronteiras, ou a
determinação objetal. Sartre, em sua relação com Beauvoir, fora algo do ser da
completude, distante da prática tão afeita na contemporaneidade do seu “O Ser e
o Nada.” Quando há uma relação de companheirismo – de fato – talvez vertentes
da psicologia moderna traduzissem pelo viés afetivo algo que seja mais concreto
no sentido de se permitir, modo que ao homem quiçá seja mais complicado do que
parece, pois carece de guardar sempre o tesouro que jamais gostaria que
escorresse por entre os dedos de sua mão, na acepção tão própria de Bauman em
seu “Amor Líquido”, que traduz enormemente a concepção quase mercantilista do
afeto, suas variantes, sua decomposição e fragmentação, no sentido de que na
nova mulher do milênio o gesto do homem e seu olhar dedicado deva ser interpretado
por declaração inequívoca do amor mais autêntico, pois por vezes temos que ser
cautelosos quando as relações se estremecem pela dúvida que não deve existir no
sentido do não sentir a presença, e retrair em si mesm@ a concepção mesma do
amor, na sintaxe contemporânea, no sentido de quebrar as bases de conceituação
tão sólidas do citado filósofo, e construir uma relação que perdure mesmo
sabendo que na ausência física de uma história entre um casal as coisas se
processam de modo inverso, e no entanto equilibrador, como uma essência mesma
de um tipo de tao, levado a cabo na prática.
A
relação a dois jamais deve ser tão simplista na questão de que a razão não seja
sobremodo importante para que a mulher conheça o pretendente, assim como por
outros, por vezes o homem já conheça, através de sua intuição aflorada, a
Natureza da mulher. A questão da vulnerabilidade que faz parte da história e da
ação de cada ser impõe que por vezes nos defendamos, não por base em vida
ativa, mas sim, na capacidade de expormos quase visceralmente, mas de forma
controlada, o perfil mais concreto de quem somos, quem esperamos ser, o que
queremos d@ outr@ e a dialética mais cabal dos caminhos de um encontro e da
sedimentação do criterioso existir em uma possibilidade da construção de um par
afetivo, pois será sempre em uma edificação da relação amistosa da amizade
entre um casal que se sedimenta o crivo da possibilidade de ser mais do que
essa relação, sempre obedecendo a via que denota respeitarmos – sempre – a liberdade,
a idiossincrasia, a cultura, a ignorância, as qualidades e virtudes, bem como a
deturpação de caráter que encontraremos nesse porém existencial, assim como no
mesmo processo dialético as coisas se processem dessa forma.
A
oportunidade que uma companheira fornece a um companheiro nesse campo, nessa
abordagem ou em qualquer outro assunto sempre vai ser pertinente, mesmo porque
ao homem é a chance que almejara anteriormente de dizer com outras palavras que
ama essa oportunidade e, por tabela, ao ser que lhe deu a possibilidade de dissertar...
A razão jamais coloca um homem na defensiva, apenas concede frente a si mesmo e
a Deus, como um grande poder, a possibilidade de que venha a se ter o contato
almejado com quem lê: a possível tomada de consciência de outrem sobre a
factual forma de amar, assim como entregar ao objeto de seu amor um regalo que
sobremodo é tão natural à sua vida como uma simples declaração de amor, mas
alicerçada não em base de um episódico “eu te amo”, mas compactado com a pulsão
controlada entre o id, sua natural irrupção, mas na vertente em que seu
superego pontue as frases, na realidade mais consonante, não faltando – jamais –
com a verdade, para que se possam abrir frentes mais amplas sobre o citado amor
maior, e tudo o que isso implique na existência de tal homem e tal mulher,
mesmo porque a sinceridade por vezes é fruto de toda uma experiência de vida, e partir para a ação do ser sincero é simplesmente clamar para que os ventos
femininos possam fazer oscilar saudavelmente as folhas do coqueiro...
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