No que pareça, não pereça nosso vento
Posto o famélico não sabe do pão que não possui
E nem da cachaça que o ressente do gole que não deu.
O poeta vê sonâmbulas figuras, vê o pão que o demo amassou
Na vida de muitos e que são poucos, e vê aqueles que abraçam o inimigo
Como se a falta que fizesse o escutar vão, não perfizesse o colar de lágrimas
Que a vida se nos impõe, de clássicos comandos militares, até o imposto mais
rude
E necessário para reconstruir toda uma nação...
Não que a garota não seja mais menina, não, que nem seja mulher, não, se nos
baste
Posto o que importa é que lidemos com vida e não com ressentimentos
Já que por fora nossas couraças de jade já não impõem venenos, e nem o
balaústre
De escopo universal poderia conter o que já está contido e continuado
Na tristeza latente dos derrotados morais, em toda uma pátria do norte que
fracassa
E que atenta para um lado que nos tira o quinhão mais nobre de sermos quem
somos: brasileiros!
Hegel contaria a história do norte e do sul, suas frentes e batalhas, mas na
academia o desespero
Se impõe na regra daqueles que simplesmente não querem a presença de um forte,
que se fortalece
De um si mesmo por si, que de se salvar o poeta já o sabe, deixem que ele
pratique com a sua ciência...
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
NO RESSENTIR NÃO RESIDE A AURORA
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