Quem dera
se fôssemos de quadrantes inumeráveis onde nem pudéssemos contar seus veios,
suas plataformas, de onde retirássemos a energia quando justamente esta nos
faltasse naquelas horas de ostracismo onde a letargia de um não agir desse
espaço para nos associarmos a substâncias estimulantes... Isso na realidade é
não apenas possível, como absolutamente praticável. As artes em geral dão esse
ganho de energia, em especial as marciais. Exercitar com um bambu ou cabo de
vassoura pode ser extremamente sadio para implementar as forças que sói estarem
adormecidas diante de nós, e desenhar, sobremodo nos tira do ostracismo mental,
assim como a literatura em geral, especialmente a poesia, pois podemos sim
fugir de vícios como o da nicotina praticando dessa forma. Você pode ensinar a
seu aluno como fazer os primeiros passos em direção à recuperação,
estimulando-o a praticar sempre que der a fissura qualquer das modalidades
acima descritas, e a esperança pode voltar a brotar em um olhar aflito. Se a
pessoa se articula em se movimentar e partir para a ação, se houver motivação
sincera e desmontar a cadeia da aflição nesse sentido, ela pode chegar a ter um
domínio maior sobre que é e tomar consciência, não apenas de seu espaço físico,
mas mental, e ter as ferramentas necessárias para sair do citado ostracismo
existencial onde se encontrava, outra vez – repetindo – praticando dia a dia
suas tarefas a serem empreendidas em conformidade com sua luta pessoal. Do
contrário, será cada vez mais difícil para ela sair desse movimento autofágico.
Os
caminhos para se sair da depressão são os mais variados, e se o homem quiser,
ele pode sair, mas precisa se ajudar para tanto, no mínimo movimentando o corpo
e sua massa cinzenta. Um bom terapeuta, porventura quando porta uma enfermidade
psíquica, pode se utilizar de sua própria experiência como a sua superação
compartilhada, e os caminhos que se utilizou e utiliza para obter resultados
favoráveis à sua própria pesquisa nesse campo, até que se cumpra no paciente a
prerrogativa de que, dentro de um espectro amplo o suficiente, se possam
aplicar os desenvolvimentos na psique de cada qual, em um tipo de convivência
onde as aflições cedam lugar à esperança, no movimento que cesse por instantes
os momentos de fissura, onde cada vitória obtida sobre o vício remonte o
quebra-cabeça que dirima as dúvidas na adição de um paciente. Quando algo como
um desejo de fumar seja praticamente insolúvel em termos de predisposição
mental, deve-se capitular e nada pode ser feito, pois a compulsão passou a ser
patologicamente incontornável em certas situações. Mas se, por outro lado, se
os exercícios propostos derem cabo de uma compulsão, e o paciente puder esperar
ao menos mais uma hora até virem as próximas vontades, uma estrela será
colocada na folha que ele anota, como um etapa vencida favoravelmente.
Outrossim, se isso não ocorrer diante do ânimo que o paciente tiver em si
mesmo, a derrota de uma tentativa a mais pode se consolidar. No entanto, as
tentativas são sempre válidas enquanto o tempo continuar a ser o paradigma que
encerra nos vieses da vida os seus mistérios, e a saúde puder ser a vereda mais
lógica para se empreender a virtude da recuperação...
A
qualquer um que se quisesse afirmar o oposto do descrito acima, poderia ser uma
simples contraordem, ou algo que não casasse bem com a operacionalização de
questões relativas e positivas ao tema. A mera cautela em prosseguir com
andamentos desse libertar-se de grilhões tão aferrados aos nossos pés por si só
já subentende não se permitir amalgamar substratos que deem andamento a uma
questão tão fundamental. Não se pode auferir os ganhos suficientemente em
escalas temporais, mas na realidade há casos em que o tempo é fator circunstancial
para tanto. Se alguém já demanda cuidados médicos para largar qualquer vício, é
de vital importância cessar imediatamente com ele, mesmo porque não há tempo suficiente,
em muitos casos, em que questões de gravidade ímpar venham a fazer com que a
própria medicina, além obviamente da preventiva, que já possui a sua função primordial,
delimite a questão da cessação do tabagismo ou mesmo do alcoolismo, questão
essa que em diversas modalidades de enfermidades decorrentes ou consequentes do
uso revelam a ineficácia da redução de danos na maior parte dos casos graves.
Consequentemente, a abordagem médica já é um sinal de que na realidade os casos
patológicos fogem ao sistema unicamente psiquiátrico que influencia por vezes
um pouco a procrastinação dessa cessação, ou mesmo de grupos de recuperação
única e simplesmente, quando o caminho já está delimitado, por onde não há
retorno se não houver intervenção da citada medicina...
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