segunda-feira, 6 de abril de 2026

O CETICISMO COMO LUTO E PARÁBOLA INVERTIDA


                Muitos falam de uma paz possível, mesmo que em certas famílias a paz não seja gerida conforme se almeje, porquanto o ceticismo em relação a problemas concretos de células e seus conflitos de interesse, quais não fossem, de egotismos atávicos, reduz a ausência de lutos cabais, da falta que faria que doentes não virassem apenas empecilhos à redundante consecução de interesses de Natureza particular, invertendo a parábola do bom pastor, que segue na trilha de resgatar uma única ovelha desgarrada, por uma suposição, preferindo sacrificá-la para gerenciar – ou ao menos tentar – seguir uma manada onde aparentemente tudo andaria bem ao sul do Equador. Como uma criatura que se julgue mais solidária, ou à esquerda, arejada e, mesmo assim, rompe a tratar com brutalidade àqueles que crê amar por dever consanguíneo, mas na realidade só teima em prosseguir talhando um perfil do conflito, onde por vezes muitos expõem a questão da linguagem do afeto, e coisificam o ser humano na personificação da exclusão e da falta de atenção ao próximo no planeta, espelhamento concreto do que acontece nas citadas células familiares, acima descritas... A materialização do materialismo dialético, mais não faz do que negar mesmo as palavras cristãs, mesmo que o escopo de suas assertivas máximas tergiversem sobre uma questão de paz ou guerra, mas o fato é que o ódio constrói cada vez mais cercas ao redor do planeta, e o amor se torna cada vez mais uma moeda de troca, tornando o ceticismo o luto do amor, gestando o ódio como única saída, e a vingança sem medida, para todos os lados a saída citada sem ter sequer um exercício do que venha a ser um crescente realmente palpável de socialização concreta de uma nação, mas do “eu para o próximo”, no exemplo cristão: da Palavra.

                A lavra em estarmos aplicando os ensinamentos de Jesus, quem sabe seja não propriamente uma questão econômica, mas sim os paradigmas que cercam àqueles próceres em proceder bem o anunciado mundo da bendição, mesmo que para muitos sequer a palavra proferida no Novo Testamento seja de acordo com a busca sem tréguas que muitos empreendam no sentido de elucidar as raízes mais amplas do entendimento cabal, em termos de solidariedade humana, em termos de não se dizer em plenários nos Centros do Poder, que estariam efetivamente fazendo algo pelo povo, enquanto este vive seus momentos de miséria, praticamente em guetos e favelas, ou mesmo pelas ruas mendigando, ou procurando desesperadamente por oportunidades de trabalho em uma nação eternamente em “reconstrução”, e praticamente em desunião total, posto totalmente polarizada politicamente. A questão toda é sermos não propriamente tolerantes com os infiéis, mas mostrar a eles que, se não seguirem o caminho proposto pelo Salvador, simplesmente não serão salvos, não terão a mínima chance de viverem sem sofrer o inferno na Terra, assim como devemos estar cônscios que nem todo o governante vive para sempre, e que em um país como o nosso a tendência inequívoca é alternar o Poder, entre extremos, ou pelo menos é o que vem acontecendo recentemente na história de nossa República.

              A gestação de uma ideia não seja a ideia em si, e que a mesma tolerância em sermos coadjuvantes de um processo supra nacional de mudanças, não infira que não participemos de algo que alguns erroneamente chamam de revolução, pois o verdadeiro revolucionário somente foi aquele que venceu a morte, e no que se saiba, foi o único ser na Terra a conseguir realizar tamanho feito, mas obviamente Deus o resgatou das garras de uma morte que resultou nessa transformação do corpo morto em ressurreição, e o que dizemos da páscoa não é o deleite de nosso chocolate, pois isso é mais efêmero do que uma série barata de televisão, mas justamente sabermos que quem crê nessa verdadeira e única revolução do planeta, deve agora ler mais profundamente as palavras do amor e da transformação social, pois talvez fôssemos os santos a que muitos não se permitem, mas que - na realidade - existiremos nessa jornada com essa intenção: no mínimo em estarmos caminhando para tal. Essa esfera da existência nos tornará mais aptos a aceitar esse valor espiritual como moeda de fé, mas que não cessa, não se perde, não derrete e não é cunhada, e que sempre traremos no coração, com apenas uma face, a da cara, junto com a coroa do Rei...

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