segunda-feira, 27 de abril de 2026

O ENCAMINHAMENTO DA NORMALIDADE


                Uma veste branca, a visita da terapeuta, e o que queremos de cuidados, que nosso afã a quem gostamos e prezamos, a visita de terapias, o tudo o que implique esses citados cuidados, isso é tarefa de uma normalidade, ou melhor, que aceitemos a vida, mesmo com as dificuldades, como ela se nos apresenta. Por vezes nos abraça um paradigma emocional, por vezes temos por adiante uma intercorrência pungente, mas tudo aquilo que nos afete não seja na verdade um ultimato, um veredicto ao qual não possamos mudar a sentença. Que nos seja dado um indulto diário, quem dera fosse apenas isso, mas a liberdade não passa sempre pela libertação, pois nem sempre significa a ação nesse movimento de querermos estar meio rebelados defronte sistemas e situações, senão que nos adaptemos às circunstâncias, mas que a liberdade interna seja: viva e deixe viver! Estar cônscios de que destinos nos acalentem a vida, sermos mais úteis e pretendermos continuar a jornada sem que nos afetemos, essa sobriedade emocional tão importante, isso nos prepare a que caminhemos onde muitos conseguiram em situações precárias dos vícios, em dependências atrozes, com ódio de tudo e de todos, mesmo sem saber se os “outros” nutriam por eles algum sentimento de hostilidade. A empatia, o perdão, as faltas em remoermo-nos, irados por vezes, quando nos acometa algum sentimento de impotência perante alguma tarefa, ou mesmo quando um patrão nos exija algo que não podemos realizar facilmente, e o pago não é aquele que cremos justo... Aquele que, sendo honesto, afirme que bebeu no dia anterior, ou mesmo que, tentando largar o tabagismo, em um grupo afirme que fumara oito e que tente ao menos fumar menos no dia de hoje, sabendo que a meta mais verdadeira em um programa de doze passos é não dar o primeiro gole, nem a primeira tragada, assim como não fumar da marijuana, ou não consumir a primeira carreira da coca.

                Estabelecendo padrões de conduta ilibados, estaremos não apenas dando o exemplo, mas firmando pé naquilo que muitos harmonizam como uma vida coletivamente coesa, sem pensarmos necessariamente em diferenças étnicas, religiosas ou políticas, pois o país em que vivemos é polivalente, e o modo em que o alcançamos, aliás, em qualquer lugar do mundo, é aquele onde o que se preza é a civilização, e tudo o que implica seu processo, de acordo com a justiça, onde quer que se passe suas formas e funções, suas implicações e suas qualidades...

                Quando passamos individualmente por pendências e projeções que fazemos adiante de tudo o que pensávamos a respeito de nós mesmos, ou dos outros, o que vem a ser um critério que passe invariavelmente por discussões e conflitos que temos com familiares, amigos ou colegas de trabalho, ou mesmo na rua, em uma briga de trânsito, como nós, que temos a doença das emoções, tendemos a absorver mui negativamente esse processo, não digerindo bem as citadas intercorrências que porventura passamos a sofrer: por antecipação... Toda essa questão está bem evidenciada em literaturas que passamos a conhecer em diversos formatos, e tudo o que implica estarmos sendo partícipes de estados de espírito em que a boa vontade se torna o fiel da balança, ao qual devemos depositar, através da nossa entrega a Deus, posto será apenas assim que estaremos livres da compulsão do álcool e das drogas, até prova em contrário. Mesmo porque, se assim não fosse, não estaríamos aptos a nos desentravarmos de um relacionamento tóxico, de sabermos bem quem é hipócrita ou não em nossos laços familiares, e aqueles que nos querem apenas sugar financeiramente ou de outro modo, vampirizando de modo quase exemplar suas formas de quererem nos prejudicar, e isso é fato, mas devemos estar preparados emocionalmente para essas coisas.

                O perdão sempre é necessário, mas estar com aqueles que por um acaso nós perdoamos, nem sempre é indicado, por isso sugere-se que a alguns só resta nos afastarmos, para nosso próprio bem. O retorno a uma normalidade e harmonia que aceitemos por vezes só diz respeito a células onde sabemos como as coisas funcionam, como a familiar, de culto, uma Pastoral, serviços diversos, sempre sabendo como proceder, para que nada invada a calma e a introspecção que emane dos assuntos reservados à intimidade de uma família, seus problemas particulares e sigilosos ou mesmo no tocante à privacidade de seus membros.

                A normalidade é quando equacionamos nossos problemas tentando trata-los com parcimônia, sem estresses maiores, e quando a calma volta ao lar, fazendo com que cada membro de uma célula, no caso a familiar, possa pensar, com calma, e dirimir suas dúvidas com a ajuda de profissionais, ou mesmo obedecendo com rigor os deveres, a cada qual concedidos, e com os quais, graças a Deus, temos a oportunidade de agir no mundo em que vivemos: ativamente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário