Uma
veste branca, a visita da terapeuta, e o que queremos de cuidados, que nosso
afã a quem gostamos e prezamos, a visita de terapias, o tudo o que implique
esses citados cuidados, isso é tarefa de uma normalidade, ou melhor, que
aceitemos a vida, mesmo com as dificuldades, como ela se nos apresenta. Por
vezes nos abraça um paradigma emocional, por vezes temos por adiante uma
intercorrência pungente, mas tudo aquilo que nos afete não seja na verdade um
ultimato, um veredicto ao qual não possamos mudar a sentença. Que nos seja dado
um indulto diário, quem dera fosse apenas isso, mas a liberdade não passa sempre
pela libertação, pois nem sempre significa a ação nesse movimento de querermos
estar meio rebelados defronte sistemas e situações, senão que nos adaptemos às
circunstâncias, mas que a liberdade interna seja: viva e deixe viver! Estar cônscios de que destinos nos acalentem a vida, sermos mais úteis e pretendermos continuar
a jornada sem que nos afetemos, essa sobriedade emocional tão importante, isso
nos prepare a que caminhemos onde muitos conseguiram em situações precárias
dos vícios, em dependências atrozes, com ódio de tudo e de todos, mesmo sem
saber se os “outros” nutriam por eles algum sentimento de hostilidade. A
empatia, o perdão, as faltas em remoermo-nos, irados por vezes, quando nos
acometa algum sentimento de impotência perante alguma tarefa, ou mesmo quando
um patrão nos exija algo que não podemos realizar facilmente, e o pago não é
aquele que cremos justo... Aquele que, sendo honesto, afirme que bebeu no dia
anterior, ou mesmo que, tentando largar o tabagismo, em um grupo afirme que
fumara oito e que tente ao menos fumar menos no dia de hoje, sabendo que a meta
mais verdadeira em um programa de doze passos é não dar o primeiro gole, nem a
primeira tragada, assim como não fumar da marijuana, ou não consumir a primeira
carreira da coca.
Estabelecendo
padrões de conduta ilibados, estaremos não apenas dando o exemplo, mas firmando
pé naquilo que muitos harmonizam como uma vida coletivamente coesa, sem pensarmos
necessariamente em diferenças étnicas, religiosas ou políticas, pois o país em
que vivemos é polivalente, e o modo em que o alcançamos, aliás, em qualquer
lugar do mundo, é aquele onde o que se preza é a civilização, e tudo o que
implica seu processo, de acordo com a justiça, onde quer que se passe suas
formas e funções, suas implicações e suas qualidades...
Quando passamos
individualmente por pendências e projeções que fazemos adiante de tudo o que
pensávamos a respeito de nós mesmos, ou dos outros, o que vem a ser um critério
que passe invariavelmente por discussões e conflitos que temos com familiares,
amigos ou colegas de trabalho, ou mesmo na rua, em uma briga de trânsito, como
nós, que temos a doença das emoções, tendemos a absorver mui negativamente esse
processo, não digerindo bem as citadas intercorrências que porventura passamos
a sofrer: por antecipação... Toda essa questão está bem evidenciada em literaturas
que passamos a conhecer em diversos formatos, e tudo o que implica estarmos
sendo partícipes de estados de espírito em que a boa vontade se torna o fiel da
balança, ao qual devemos depositar, através da nossa entrega a Deus, posto será
apenas assim que estaremos livres da compulsão do álcool e das drogas, até
prova em contrário. Mesmo porque, se assim não fosse, não estaríamos aptos a
nos desentravarmos de um relacionamento tóxico, de sabermos bem quem é
hipócrita ou não em nossos laços familiares, e aqueles que nos querem apenas
sugar financeiramente ou de outro modo, vampirizando de modo quase exemplar
suas formas de quererem nos prejudicar, e isso é fato, mas devemos estar
preparados emocionalmente para essas coisas.
O
perdão sempre é necessário, mas estar com aqueles que por um acaso nós
perdoamos, nem sempre é indicado, por isso sugere-se que a alguns só resta nos afastarmos,
para nosso próprio bem. O retorno a uma normalidade e harmonia que aceitemos
por vezes só diz respeito a células onde sabemos como as coisas funcionam, como
a familiar, de culto, uma Pastoral, serviços diversos, sempre sabendo como
proceder, para que nada invada a calma e a introspecção que emane dos assuntos
reservados à intimidade de uma família, seus problemas particulares e sigilosos
ou mesmo no tocante à privacidade de seus membros.
A
normalidade é quando equacionamos nossos problemas tentando trata-los com
parcimônia, sem estresses maiores, e quando a calma volta ao lar, fazendo com que cada membro de uma célula, no caso a familiar, possa pensar, com calma, e
dirimir suas dúvidas com a ajuda de profissionais, ou mesmo obedecendo com
rigor os deveres, a cada qual concedidos, e com os quais, graças a Deus, temos
a oportunidade de agir no mundo em que vivemos: ativamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário