terça-feira, 7 de abril de 2026

DESTARTE, SERÍAMOS MELHORES, TALVEZ...


Se fôramos tantos, as luzes que nos nublam a fronte,
A vida que nos dite uma outra esfera lunar,
Outrossim, um devaneio que não sucumba ao espelho côncavo
Onde Narciso se encontra feio: achatado.

A mítica necessária de uma psicologia mais ampla,
O encontro de um arquétipo expresso em uma imagem,
O ovo que não surgiu entre o entremear da vida
Ou mesmo a figura de linguagem que não recriou a geometria semântica!

Seríamos melhores, se não fosse o canto de uma sereia que serpenteia no mar
Urgindo ouvidos mais atentos, qual, não fosse a racionalização quase necessária
Que a poesia não fizesse mais sentido, que o significado não propusesse ordenamento
Ou mesmo que as filas do regresso não nos colocassem na espera: etiquetados...

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