Qual, uma imagem emerge das sombras, o ser que ainda não surgiu,
A vida gerada, o seio materno, a construção arquetípica dos opostos,
A magia se dá, o centrum do universo, das culturas, o mito, quem sabe,
Tudo aquilo que a espiritualidade revela ao ser, do ser e para o ser...
O mercúrio passa a ser amálgama, dos astros recebemos os metais
Onipresentes em nosso corpo, metal contra metal, ego contra complexo,
E a casca de cebola deste, até o núcleo: esse embrião alquímico,
Esse meio de transpor traumas, o coração que bate, a adrenalina que brotara!
Que o sol fosse o desenho no hospital de loucos, esse sol coletivo, esse incandescente sinal,
No gesto, no diapasão e no reflexo, quem sabe seríamos intranautas,
Desenhando circunferências no milharal, ou mesmo o sonho de uma infante,
Quando segue sonhando com Cristo, sem nunca ter lido o Evangelho...
Reflexos do tempo urgem capitanear virtudes, mas o estudo mais aprofundado
Requer silêncios maiores, e vaguear por estrelas distantes, por vezes veste na chuva de suas rochas
As pinturas no alabastro cru de outros sonhos, como na pintura de um Navajo
Quando doura uma etnografia de todos os tempos, e de todo um inconsciente maior...
A base firme onde se espelha a imagem projetada do além do "self",
Transforma-se em unidade com ele, materializa-se no espírito,
Voga que sermos mais consonantes com este,
Não nos reduz na plenitude, mas em oposição, nos reconstrói!
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