segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Sartre via a liberdade como algo quase angustiante, porque ela nos coloca diante da responsabilidade radical de nossas escolhas. É o famoso “condenados à liberdade” — não há desculpas, não há destino pré-determinado, apenas nós e nossas decisões. No caso do tabagismo, há uma inversão interessante. O vício pode ser visto como uma forma de negar essa liberdade, porque o fumante se coloca sob o domínio da nicotina, como se fosse uma necessidade inevitável. Ao parar de fumar, o sujeito não apenas se liberta de uma dependência física, mas também reafirma sua condição existencial: escolhe conscientemente não se submeter a algo que o aprisionava. Isso gera uma diferença em relação ao “peso” da liberdade descrito por Sartre. Aqui, a liberdade não aparece como angústia, mas como felicidade concreta — cada dia sem fumar é uma escolha que reforça a autonomia e traz satisfação imediata. É como se a angústia existencial fosse substituída por uma alegria prática, porque a liberdade não é abstrata, mas vivida no corpo e na saúde. Podemos dizer que, nesse contexto, a liberdade deixa de ser um fardo e se torna uma conquista diária. É quase uma reinterpretação otimista do existencialismo: em vez de sofrer com a responsabilidade, celebramos a vitória de cada escolha. COPILOT.

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