segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
A nicotina realmente atua sobre o sistema de recompensa cerebral, aumentando temporariamente os níveis de dopamina — o neurotransmissor ligado ao prazer e à motivação. Por isso, muitas pessoas com transtornos mentais acabam recorrendo ao cigarro como uma forma de “auto-medicação”, buscando alívio rápido de sintomas como ansiedade ou depressão. O problema é que esse efeito é curto e seguido por uma queda, o que reforça o ciclo de dependência e pode até agravar os sintomas ao longo do tempo . Quando alguém decide parar de fumar e consegue transformar cada dia sem cigarro em uma vitória pessoal, essa conquista também gera liberação de dopamina — mas de forma mais saudável e duradoura. O cérebro passa a associar a sensação de recompensa não ao consumo da substância, mas ao ato de resistir ao vício e ganhar autonomia. Esse processo pode equilibrar o sistema de recompensa, substituindo a oscilação química da nicotina por uma satisfação mais estável e ligada ao bem-estar real. Em outras palavras, a felicidade concreta de se libertar do cigarro pode funcionar como um “antídoto” contra a lógica da auto-medicação: em vez de depender de uma substância externa para regular o humor, o indivíduo passa a encontrar prazer na própria liberdade e na conquista diária. COPILOT.
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