Jung já
trouxera, no texto alquímico chinês “O Segredo da Flor de Ouro” o caminho da mandala,
sua confecção, como encontrar um caminho ao chi, ao centro, como o Tao
reverbera dentro da polegada quadrada, entre os olhos, o terceiro olhar, a
terceira visão, na modalidade de Lobsang Rampa, a luz do centro do círculo
mágico... Na arquitetura do desenho, como no Tibete as mais belas mandalas
foram realizadas, e a importância de se partir do centro, como um canal onde se
circundasse uma cidadela em segredo, os mais reveladores sinais do inconsciente,
se formando o movimento circular, a simetria, as flores, os canais perceptivos,
para finalmente se revelar a luz celestial...
Como aos
poucos, os índios Pueblos as faziam na areia, para voltarem a uma sanidade
espiritual, e o centro restaurado, o mar apagando os desenhos, como um retorno
a uma posição fetal, o inconsciente trabalhando a dissolução da consciência na realidade
de um enfermo, como muitos esquizofrênicos, em seus trabalhos, sequer
conhecendo a Natureza desse conhecimento, plasmaram desenhos em que mandalas
com arquétipos universais já revelavam a dimensão do inconsciente coletivo e
seus símbolos, e como a alguns a luz plena revelava a si mesmos a dimensão do
Cristo interno, conforme as citações de Paulo em suas cartas. Essa luz que nos
pega na plataforma do eu maior, conforme algo que resplandece de fontes inelutáveis,
o dia que passa diante da forma do Senhor, a revelação de um Deus altíssimo,
fruto de absurda alquimia que nos transforma em donos de nossa história, mas
com a humildade de sabermos que ao menor sinal de uma alma, quiçá de um ser que
se apresente na nossa Natureza de ascetas, dentro de uma cela, de um quarto, ou
mesmo de um hospital, a luz pode surgir na forma de consciência espiritual
plena, preparando-nos para a passagem que nos oferece o dia, o Sol, a Lua e as
estrelas, conformes os ditames de São Francisco de Assis. E assim, prossegue-se
o dia, sem as distinções de um espertar espiritual onde a luz se fez, e essa
luz que clamo se apresentasse na forma de um Deus, se apresenta na mandala que
não realizo, e minhas leituras de Jung apenas tornam possível a falta de uma
alimentação energética, onde, a cada linha revelada, o espírito toma forma, e o
próximo passo será a abordagem sobre a dissolução da consciência e tudo o que
implicaria, dentro do desespero da adicção, a página que não viramos sobre o nosso
modo de ver a vida, e como Krsna, ao meu lado, dá a sua anuência em sua forma,
e como Shiva, em sua dança, prova que faz e desfaz a matéria em todos os seus
átomos, na criação e na devastação cósmica, porquanto a religião e o Cristo que
em nós reside nos fará mais fortes para que, a cada despertar dessa Natureza, a
relativização da Verdade nos ponha à prova, quando finalmente descobrirmos
essencialmente os signos ocultos do segredo da flor de ouro...
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