sábado, 13 de setembro de 2025

UM ENTENDIMENTO NECESSÁRIO


                As afecções mentais podem ser reduzidas em boa parte na compreensão de que somos mais do que apenas o lado da consciência. Seguro é que construímos nossa ciência, nossos objetos, nosso modus vivendi nessa esfera do capital, quando nos preocupamos com a troca de produtos com o valor da moeda, simplesmente, sem a contingência necessária de sabermos que a solidariedade e que as sociedades que se preocupam mais com isso certamente são mais saudáveis no escopo das humanidades... As citações de uma pessoa que se crê régia, não mais são do que ilusões por vezes, pois são fruto de pesquisas e presunção, onde a fonte nem sempre está nos livros, mas por vezes mais perto do que se supõe. E a vida afetiva pode virar fator de mercado, pode virar jogada de marketing, no que por vezes a face de uma mulher que sofre e que tem por viés existencial a profundidade de sua maturidade e destoa de seu egoísmo que inexiste, quando se arrepende de erros crassos, e não delega a si mesma um ódio que mal pode ser aplacado por questões de política ou outras quaisquer, de frustrações de ordem sexual, ou mesmo do desamor que não consegue entender, o problema vira algo de rebaixamento espiritual, meramente isso. O motor que move um homem pode ser a vingança pétrea de uma mulher que queira testá-lo, mas não somos justamente essa máquina, somos seres humanos, seres espiritualizados, e enquanto o fator de substrato que perfaça esse egoísmo subsistir na sociedade de poetas mortos, para quem assim o deseja, faz justamente com que a poesia ressurja com muito mais intensidade e diga ao mundo que veio para destronar tudo aquilo que destoa e que se tornou mero método científico, mera especulação de laboratórios, escopo onde cada um parece que faz a sua parte, cultiva uma nódoa de seu jardim de quimeras, onde quem pode usufruir seja aquele que vive com a cunha redobrada de sua própria gana de ser pernóstico.

                As perversões sexuais quiçá sejam o escape natural desses espíritos baixos, onde as relações desiguais por complexos, de homens e mulheres que buscam a transparência acabam por ceder para algumas personalidades que julgam mais fortes, e são apenas homens ou mulheres que possuem a têmpera na alma, como se os outros, que vivem em seus quadrados herméticos de escritórios em seu lar, conveniados com a infelicidade do compulsório ter-se que ganhar o pão, com a ponta inconsciente da inveja daqueles que vivem do seu melhor para viver, pura e simplesmente, dentro de áreas protegidas, de lócus urbanos com salubridade, saberiam melhor esses primeiros citados, que estarão sempre mais bem protegidos do que outros que participam de sociedades fechadas dentro de plataformas inócuas e sem sentidos maiores de existência, sem participação na escolha de si mesmos em relação a trabalho ou ofício... Afora a questão do tempo, este já passara há muito, e se algum espectador do regresso já não o acompanhou nos processos históricos de mudanças que paulatinamente chegaram a que vieram, resta a nós mesmos acompanhar a vida daqueles que testemunham o viés de recuperação paulatina dos que, na transcendência de toda essa salada grega, vêm a redescobrir o mundo sob a ótica da mescla que há entre o aflorar-se a consciência dentro do escopo e sensibilidade de saber-se que, mesmo dentro de uma prosa, a interveniência da experiência do inconsciente e seus canais perceptivos reclamarem, dentro de quaisquer contextos, que redes neurais linguísticas não podem com o poder cerebral e experimentação prática nos estudos que se empreendem no encontro com a Natureza, como ela é e com as pessoas em geral.

                Na caminhada de algo mágico na ilha da Magia, como em Floripa, situação indizível com o compartir sereno de algo que remonte a questão da vida como ela pulsa, a prosa poética surpreende como nos escritos automáticos da surrealidade de Kerouac, ou mesmo na semiologia de Baudrillard. O que surpreenderia a nós mesmos seria a relação com o gesto de um whatsapp, como único recurso, onde depois nos encontramos em uma reunião de recuperandos, esperando momentos de debates intensos, quais parábolas que Cristo dera por instrumentalizarmos nossos entendimentos nessa corrida benfazeja, por encontrarmos com Deus através da voz amantíssima do amor maior que nos une. Estaria a verdade no tempo, ou o tempo estaria na verdade? Ou não há a verdade e não há o tempo? O que é o tempo, senão uma convenção, e o que é a verdade de uma mulher, senão distinta da percepção da verdade de um homem, pois a percepção de ambos fora do mundo cartesiano e newtoniano nada mais é do que uma projeção do que esperamos seja uma tese ou algo parecido, demandando mais e mais atualizações, pois o dinamismo do pensamento supera o crivo filosófico, mas só duas coisas fazem mais sentido: viver com ou sem as dualidades, ou quais são aquelas realmente concretas, como a fome e a saciedade, o calor e o frio, a pedra e a água, o amor e o ódio...

                O universo pode ser traduzido pela matemática, e as máquinas modernas poderão fazer imensas varreduras, mas, em se tratando de um átomo perdido na mesma placa do supercomputador descoberto, um elétron que seja traduz apenas que esteja se movimentando para que possa funcionar toda a máquina, e esse elétron possui a mão de Krsna, Deus, que movimenta a britadeira na África, e os pneus em um jipe na Lua... Na matéria existe a existência de Krsna, pois o mundo material, seu universo, é um fato, mas outro fato surpreendente é que existem planetas celestiais, espirituais, onde nenhum computador é necessário, já possuem luz própria, como a verdade de que em Brahma Loka, o planeta de Brahma, o criador dos universos materiais, a existência da vida é muito mais longa, o padecimento é muito menor, e a espiritualidade é agigantada, pois só quem ruma para lá depois do desaparecimento neste planeta, é quem cumpriu sua missão neste mundo material de acordo com os modos materiais, da bondade, paixão e da ignorância, optando pela bondade. Mas, para estar em Vaikhunta, ou o Céu Espiritual, há que ser uma alma liberada em todos os sentidos, e só quem vai para a morada de Deus, o maior planeta dos universos manifestos, Krsna Loka, é quem nunca mais retorna a este mundo, a não ser para cumprir uma missão muito grande frente a frente com Govinda, Krsna, que é o próprio Deus encarnado... Por isso, doutores, pensem que encontrarão sua vida em Marte, o país que inventarão por lá não será tão bom quanto a Patala Loka, que pode ser um planeta de destino, um dos círculos mais baixos, um planeta infernal, pior do que a Era que já começou neste planeta, a Era de Ferro, ou Kaliyuga, de desavenças e hipocrisia, mas para quem possui o archote do conhecimento, passar por estas próximas trevas que virão é tarefa fácil: árdua, mas fácil... Em face desse conhecimento nectáreo, presume-se que é fácil viajar pelos planetas do cosmos, é só uma questão de boa vontade e cumprir com a missão com devoção e fé, com trabalho e desapego e Prema, amor a Deus e Bhakti, serviço a Ele...

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