As
afecções mentais podem ser reduzidas em boa parte na compreensão de que somos
mais do que apenas o lado da consciência. Seguro é que construímos nossa
ciência, nossos objetos, nosso modus vivendi nessa esfera do capital, quando
nos preocupamos com a troca de produtos com o valor da moeda, simplesmente, sem
a contingência necessária de sabermos que a solidariedade e que as sociedades
que se preocupam mais com isso certamente são mais saudáveis no escopo das
humanidades... As citações de uma pessoa que se crê régia, não mais são do que
ilusões por vezes, pois são fruto de pesquisas e presunção, onde a fonte nem
sempre está nos livros, mas por vezes mais perto do que se supõe. E a vida
afetiva pode virar fator de mercado, pode virar jogada de marketing, no que por
vezes a face de uma mulher que sofre e que tem por viés existencial a
profundidade de sua maturidade e destoa de seu egoísmo que inexiste, quando se
arrepende de erros crassos, e não delega a si mesma um ódio que mal pode ser
aplacado por questões de política ou outras quaisquer, de frustrações de ordem
sexual, ou mesmo do desamor que não consegue entender, o problema vira algo de
rebaixamento espiritual, meramente isso. O motor que move um homem pode ser a
vingança pétrea de uma mulher que queira testá-lo, mas não somos justamente
essa máquina, somos seres humanos, seres espiritualizados, e enquanto o fator
de substrato que perfaça esse egoísmo subsistir na sociedade de poetas mortos,
para quem assim o deseja, faz justamente com que a poesia ressurja com muito
mais intensidade e diga ao mundo que veio para destronar tudo aquilo que destoa
e que se tornou mero método científico, mera especulação de laboratórios,
escopo onde cada um parece que faz a sua parte, cultiva uma nódoa de seu jardim
de quimeras, onde quem pode usufruir seja aquele que vive com a cunha redobrada
de sua própria gana de ser pernóstico.
As
perversões sexuais quiçá sejam o escape natural desses espíritos baixos, onde
as relações desiguais por complexos, de homens e mulheres que buscam a transparência
acabam por ceder para algumas personalidades que julgam mais fortes, e são
apenas homens ou mulheres que possuem a têmpera na alma, como se os outros, que
vivem em seus quadrados herméticos de escritórios em seu lar, conveniados com a
infelicidade do compulsório ter-se que ganhar o pão, com a ponta inconsciente da inveja daqueles que vivem do seu melhor para viver, pura e simplesmente,
dentro de áreas protegidas, de lócus urbanos com salubridade, saberiam melhor
esses primeiros citados, que estarão sempre mais bem protegidos do que outros que participam de
sociedades fechadas dentro de plataformas inócuas e sem sentidos maiores de
existência, sem participação na escolha de si mesmos em relação a trabalho ou ofício... Afora a questão do
tempo, este já passara há muito, e se algum espectador do regresso já não o
acompanhou nos processos históricos de mudanças que paulatinamente chegaram a
que vieram, resta a nós mesmos acompanhar a vida daqueles que testemunham o
viés de recuperação paulatina dos que, na transcendência de toda essa salada
grega, vêm a redescobrir o mundo sob a ótica da mescla que há entre o aflorar-se
a consciência dentro do escopo e sensibilidade de saber-se que, mesmo dentro de
uma prosa, a interveniência da experiência do inconsciente e seus canais
perceptivos reclamarem, dentro de quaisquer contextos, que redes neurais
linguísticas não podem com o poder cerebral e experimentação prática nos
estudos que se empreendem no encontro com a Natureza, como ela é e com as
pessoas em geral.
Na
caminhada de algo mágico na ilha da Magia, como em Floripa, situação indizível
com o compartir sereno de algo que remonte a questão da vida como ela pulsa, a
prosa poética surpreende como nos escritos automáticos da surrealidade de
Kerouac, ou mesmo na semiologia de Baudrillard. O que surpreenderia a nós
mesmos seria a relação com o gesto de um whatsapp, como único recurso, onde
depois nos encontramos em uma reunião de recuperandos, esperando momentos de
debates intensos, quais parábolas que Cristo dera por instrumentalizarmos
nossos entendimentos nessa corrida benfazeja, por encontrarmos com Deus através
da voz amantíssima do amor maior que nos une. Estaria a verdade no tempo, ou o
tempo estaria na verdade? Ou não há a verdade e não há o tempo? O que é o
tempo, senão uma convenção, e o que é a verdade de uma mulher, senão distinta
da percepção da verdade de um homem, pois a percepção de ambos fora do mundo
cartesiano e newtoniano nada mais é do que uma projeção do que esperamos seja
uma tese ou algo parecido, demandando mais e mais atualizações, pois o
dinamismo do pensamento supera o crivo filosófico, mas só duas coisas fazem mais
sentido: viver com ou sem as dualidades, ou quais são aquelas realmente concretas, como a fome e a saciedade, o calor e o frio, a pedra e a água, o amor e o ódio...
O
universo pode ser traduzido pela matemática, e as máquinas modernas poderão
fazer imensas varreduras, mas, em se tratando de um átomo perdido na mesma
placa do supercomputador descoberto, um elétron que seja traduz apenas que
esteja se movimentando para que possa funcionar toda a máquina, e esse elétron
possui a mão de Krsna, Deus, que movimenta a britadeira na África, e os pneus
em um jipe na Lua... Na matéria existe a existência de Krsna, pois o mundo
material, seu universo, é um fato, mas outro fato surpreendente é que existem
planetas celestiais, espirituais, onde nenhum computador é necessário, já
possuem luz própria, como a verdade de que em Brahma Loka, o planeta de Brahma,
o criador dos universos materiais, a existência da vida é muito mais longa, o
padecimento é muito menor, e a espiritualidade é agigantada, pois só quem ruma
para lá depois do desaparecimento neste planeta, é quem cumpriu sua missão
neste mundo material de acordo com os modos materiais, da bondade, paixão e da
ignorância, optando pela bondade. Mas, para estar em Vaikhunta, ou o Céu Espiritual,
há que ser uma alma liberada em todos os sentidos, e só quem vai para a morada
de Deus, o maior planeta dos universos manifestos, Krsna Loka, é quem nunca
mais retorna a este mundo, a não ser para cumprir uma missão muito grande
frente a frente com Govinda, Krsna, que é o próprio Deus encarnado... Por isso,
doutores, pensem que encontrarão sua vida em Marte, o país que inventarão por
lá não será tão bom quanto a Patala Loka, que pode ser um planeta de destino,
um dos círculos mais baixos, um planeta infernal, pior do que a Era que já
começou neste planeta, a Era de Ferro, ou Kaliyuga, de desavenças e hipocrisia,
mas para quem possui o archote do conhecimento, passar por estas próximas
trevas que virão é tarefa fácil: árdua, mas fácil... Em face desse conhecimento nectáreo, presume-se que é fácil viajar pelos planetas do cosmos, é só uma questão de boa vontade e cumprir com a missão com devoção e fé, com trabalho e desapego e Prema, amor a Deus e Bhakti, serviço a Ele...
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