segunda-feira, 22 de setembro de 2025

PASSADAS AO ACASO

 

Retivéramos ao tempo, de um tempo em que não há temor
Porquanto, companheiros, muitos possuem comorbidades raras
E por vezes não temos diagnósticos precisos, muitos andam pela ruas
E outros, que criticam a medicina e sua farmacopeia, reclamam
Quando não chega a ser suficiente a droga ilícita “da hora...”

Posto que a vida é vida, e muitos sequer sabem o sabor de um beijo
E olhem, que não estão distantes daquele mundo onde muitos pensam nos “alfas”
Quanto de saberem que, cadeirantes, com Alzheimer, com psicoses graves, esquizofrênicos
Ou mesmo simplesmente neuróticos ao extremo, quem sabe, o que saberia tanto Freud, o valor
Não distaria que a arte fosse consonante e, se não possuímos mais braços para escrever
E nem olhos para ver, podemos citar uma poesia, que vem daquilo que sentimos
E o estaremos fazendo, essa sublimação da libido, essa estranha concepção espiritual
Em que Jung já salvaria muitos arquétipos que fazem parte dessa estranha Natureza
Em que jamais estaremos sozinhos, mesmo que alguns pensem que não existe amor em São Paulo, mesmo que saibamos que, em parte, a música talvez tenha razão...

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