quarta-feira, 17 de setembro de 2025

A PALAVRA QUE JÁ FOI


Quem diria que fosse, o que não teria sido
Quando, ao falar, tergiversamos com o que não erra
Mas isso seria coisa impossível, pois seremos mesmo humanos?

Ai, ai, que IA, que dói quando passa dizendo tanto a nós mesmos
Quando em um site de encontro encontramos no Kindle, uma surpresinha nos ovos...

Mas que na realidade, você bebe umas e outras, sai com a gata e, de manhã, ela se vira e diz:
“Vira aí, que agora é a minha vez”, com aquela voz de macho...

Não fora por isso, o branco que se nos dá, aquele esquecimento de outros tempos, você dirige
E, quando vê, tá entubado e mais um pouco, na porta escrito: UTI!

Mais que não fosse, acorda enrolado na camisa de apertar um leão, depois de uma injeção
E a camisa-de-força já é coisa do passado, homem, só que você mesclou aquele tarja preta
Com a cana brava, ou a cannabis que jamais imaginou fosse tão forte, um ICE da pesada...

E a palavra da dama-de-honra do bordel, lhe passando de lado uma trouxinha com a escamosa
E você, vai no granito do banheiro e fica a mil, pesando a medida para fazer a abordagem
Ao próximo cliente, que infelizmente é um paisano que lhe grampeia e o coloca no camburão...

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