Quem diria que fosse, o que não teria sido
Quando, ao falar, tergiversamos com o que não erra
Mas isso seria coisa impossível, pois seremos mesmo humanos?
Ai, ai, que IA, que dói quando passa dizendo tanto a nós mesmos
Quando em um site de encontro encontramos no Kindle, uma surpresinha nos ovos...
Mas que na realidade, você bebe umas e outras, sai com a gata e, de manhã, ela
se vira e diz:
“Vira aí, que agora é a minha vez”, com aquela voz de macho...
Não fora por isso, o branco que se nos dá, aquele esquecimento de outros
tempos, você dirige
E, quando vê, tá entubado e mais um pouco, na porta escrito: UTI!
Mais que não fosse, acorda enrolado na camisa de apertar um leão, depois de uma
injeção
E a camisa-de-força já é coisa do passado, homem, só que você mesclou aquele
tarja preta
Com a cana brava, ou a cannabis que jamais imaginou fosse tão forte, um ICE da
pesada...
E a palavra da dama-de-honra do bordel, lhe passando de lado uma trouxinha com
a escamosa
E você, vai no granito do banheiro e fica a mil, pesando a medida para fazer a
abordagem
Ao próximo cliente, que infelizmente é um paisano que lhe grampeia e o coloca
no camburão...
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
A PALAVRA QUE JÁ FOI
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