De pedra: seixos enfeitados diriam alguns,
mas notívagos desatinos
Em que se veria a colcha de rosas
tatuadas, em braços quase selvagens
Quando escutamos o
principiar dos dias, e o mesmo que não fora aquilo
Disporia,
outro ser, qual não fosse, o mistério do isso…
Os
despojos de um rosto vencido, a expressão lívida de uma barista em
seu café
Que não suponha terem outras mãos valorosas no
mercado
À espera que não surrupiem as alfombras de seus tempos
contados
Quando que, no toque do celular, se lhe foge a rede
social.
Ainda assim perpassa uma correnteza, óvulo
atemporal dos apátridas,
Encontros furtivos, meio que um ser
que vai para fora do território nacional
E tece acordos, dista
de cifras outras, tergiversa com destinos,
E perfaz algo que soa
mais distante do que o crivo que perpassa no vento!
No que verse a palavra que não nos separe do ser que é, consonante,
Será outro o dia em que a história de um lugar não seja tão permanente
Quanto escolhermos leitos onde durmiremos em nossas noites, erguidos pelo estrado
Qual não fora, a escolha, sermos os operários que não passaríamos do ser que não se passou.
A vida em si, suas intempéries em sua crua e vã memória de alhures,
Ao nos dispormos na ação, ao estarmos mais de fé que seja, ao que era sempre
No que é de fato, sempiterno gesto, algo de nos lembrarmos a mais do que não fosse
No que sempre, sem pesarmos muito em balanças de chumbo, o peso é de um prato leve...
Posto fôsseis tão clemente quanto o ouro do tolo, posto seja o dia a consecução da hora
Algo remeta ao poeta a vertente piedosa de sua indolente pressuposição
No pino de uma granada não existente, ou em um campo minado fora dos campos
Onde, em termos da guerra não declarada, o capacitor já fora parar na Espanha!
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
SOTURNOS LEITOS
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