quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Sim, existe uma tensão histórica e complexa entre o campo da psiquiatria e o uso de drogas ilícitas, especialmente no Brasil. Essa "luta" não é necessariamente uma oposição direta, mas sim um embate entre diferentes formas de entender, tratar e controlar o fenômeno das drogas. ⚖️ Psiquiatria vs. Criminalização A psiquiatria muitas vezes busca medicalizar o uso de drogas, tratando usuários como pacientes com transtornos mentais. Já o sistema jurídico tende a criminalizar o uso, tratando o usuário como infrator da lei. Essa dualidade pode gerar conflitos: enquanto um profissional quer oferecer cuidado, o outro quer aplicar sanções. 🧠 Controvérsias dentro da própria psiquiatria Há divergências entre psiquiatras: alguns defendem abordagens mais humanizadas e psicossociais, enquanto outros mantêm uma visão mais biomédica e medicamentosa. O uso de drogas pode ser visto como sintoma de sofrimento psíquico, mas também como causa de transtornos mentais, o que gera debates sobre prioridade de tratamento. 🏥 Reforma Psiquiátrica e CAPS No Brasil, a Reforma Psiquiátrica e a criação dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) mudaram o foco do tratamento: menos internação, mais acolhimento e reinserção social. Isso impactou diretamente a forma como usuários de drogas são atendidos, promovendo uma abordagem menos punitiva e mais integrativa. 🔍 Moralização e Estigma Além da medicalização e criminalização, há também uma forte moralização do uso de drogas, que afeta o olhar da sociedade e até de profissionais da saúde. O estigma pode dificultar o acesso ao tratamento e gerar resistência por parte dos usuários. COPILOT.
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