Qual, a vida, esse enigma, quase um tabu
Quando nos colocamos inseguros, quando um qualquer
Está situado em nosso caminho, rainha, quando se faz uma onda
Onde algo se suponha mais amplo do que a areia que não está no mesmo lugar...
Quem sabe seríamos melhores do que a vida que pressurosamente soubéramos
Ao erro dos erros, quem dera fossemos mais amplos do que o cristal que irrompe
de teus olhos
Quando te vi brotar-te uma lágrima, maravilhosa mulher, não viste que a tecnologia
não é tão poderosa
Quanto supúnhamos que tudo fosse tão certo que aquilo que verás e que outros
viram
Mais não seja do que a vida que não seja o corpo do macho chauvinista que manda
ver
Na pressuposição de todos os que regram a vida da mulher, esse estranho ser
Que éreis, melhor do que tudo, pois tens dentro de si, acima de tudo, o signo
Mas que, justamente, saberás que um homem não cortará as tuas asas, posto a mulher de seu tempo
Saberá finalmente que, mesmo em uma sociedade patriarcal, as demandas familiares
Jamais serão obstáculos que impeçam de que uma mulher possa ser ela mesma
Mesmo que a ausência de um carinho no homem se faça necessária
Para que ele revele que por vezes é no deserto que presenciamos o brotar da planta.
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