domingo, 3 de agosto de 2025

QUANTO DE SABER QUEM SOMOS


Nada poderia ser mais substancial do que um novo dia que começa
Quando achamos um cacto no deserto, e queremos amar sua flor
E ela se nega no seu íntimo, pois fez sua escolha de recusar o aporte da ternura
Onde, mal sabe, o ninho das areias encontrará uma serpente que fará mais lucro...

Nada há de sabermos a mais, pois a convicção do nazifascista o sabe que faz o seu papel
Nas suas andanças importadas daquele Sul convicto de que um Governo mais popular
Não poderia estar silencioso frente às invectivas de muita coisa que se fez de bom
Quando supostamente uma "atenciosa mulher" já não existe nem como contato, apesar de nos deixar em "stand by".

E o que seria de um homem, quando pensa que está pensando bem, a que um outro pressuposto
Crê que devamos pensar de outra forma, se tanto já foi dito que a imprensa versa
Sobre tantas coisas, qual não fora, o Pasquim não teria sido o melhor jornal
Que tínhamos à disposição nos anos de chumbo...

Versemos sobre uma igualdade maior, algo que não nos separe do verdadeiro justo
Posto quem saberia dizer mais do que apenas um ancião que se vai depois de cumprir sua luta
Ou mesmo uma parte do quinhão do latifúndio que não foi dividido, ou mesmo a soja
Que muitos auferem no lucro de se obter mais devastação para ampliar o império!

Se fosse o suficiente, pátria latinoamericana, não seríamos tão órfãos do saber imposto
Quais nos sistemas científicos que nos deem a guarida necessária, pois para sermos mais afirmativos com relação ao mundo
Haveremos de supor ricamente que apenas juntando nossas intelectualidades e inteligência maior
É que poderemos dar conta do que se nos espera naqueles círculos concêntricos onde o imperialismo tece das suas, posto quiçá não termos anéis concêntricos, mas apenas flashies pontuais...

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