terça-feira, 5 de agosto de 2025

NÃO FORA O TEMPO SERÍAMOS O PRÓPRIO SER


Do ser que não somos, do ser que encontramos naquilo
E que, porventura, as cores da pele significariam mais do ser outro
Quando, na África onde a dominação branca ainda marca de seus ferros
Os interesses prosseguem, e insuflam guerras e mais guerras para enriquecer mais e mais.

E se fosse outro o outro ser, quiçá o escaravelho, ainda brotando da vida, na calçada ou na folha
De um papel quase moreno de poesia trigueira e sul-americana, na estrada em que encontramos palavras de libertação
Outros e mais outros proferindo-as na música do rádio, no gesto, no modo de cada um
E mais outro e outro que seriam milhões e milhões, de fato, se há uma nação oriental, de fato há...

Enquanto tudo rola amorosamente, qual viés do imaginário, o simbolismo de Jung pressupõe
A espiritualidade nada anacrônica que totens ou tabus não perfazem a natureza do primitivo demônio que de fato é
Quando seria mais fácil admitir a existência da entidade de fato, uma questão de crença valorativa do ser maior
Quanto a sabermos que a Natureza do ser humano não está restrita jamais a três tópicos da ciência estruturalista da linguagem de Lacan, ou mesmo na cura das neuroses freudiana...

Posto que não sejamos o tempo do tempo em si, e sua linearidade perfaz anos a que tenhamos
Uma possibilidade de que um medicamento possa isso ter na mente de muitos
Os seus segredos insondáveis, ou quem sabe na ciência das ervas de um xamã
Encontraríamos mais reflexos de uma medicina igualmente compatível com a cultura das civilizações.


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