Há,
indiscutivelmente, na sociedade contemporânea, um tipo de aceleração afetiva que
encerra, como no ciclo inacabado e sem respostas de um dia, o que porventura
poderia ter sido mais produtivo emocionalmente... As relações de afeto, sem se
desprezar aquelas em que porventura já há algo de ciúme, não apenas na relação
edípica de um filho pela mãe, ou de uma filha pelo pai, mas de uma moça que se
apaixona por um homem que ainda não conhece, ou mesmo quando o homem tem o
ciúme de uma mulher com medo de ser traído, aliás, recorrentemente o medo da
traição abraça quase todas as relações humanas, não apenas amorosas, mas na
lealdade em grupos militares, em guerra, nas relações religiosas e parentais,
ou mesmo naquelas onde se julga que a atenção concedida a um membro familiar, seja
de onde vier, é preferencialmente maior do que a nós mesmos. Talvez, na
sociedade citada, dos dias atuais, o problema seja a permissão, ao menos que
não se estranhe nosso gesto, que se dê valor à atitude, para que não tenhamos
que virar tiranos de algo, e estranhamente, como humanos que somos todos,
viremos de nós mesmos os tiranos citados em alguma circunstância ou no que
acontece diariamente, nesse ritmo alucinante por vezes em que nos metemos, seja
porque ingerimos algo como drogas estimulantes, bebemos demais, cheiramos alguma substância como a cocaína, ou seja, em
síntese, a fuga, tantas vezes recorrente, principalmente na Natureza dos jovens
da atualidade, com tantas as ofertas que há por aí, e tantas as demandas de
pique ou ritmo que nos impõe a sociedade moderna, demandas essas que por vezes são impostas pelos patrões sob a gerência e poder de mando empresarial, em muitas ocorrências...
Quando
um familiar queira ter uma relação amorosa com alguém, um outro familiar, sendo
naturalmente normal, deveria ficar feliz, pois é um modo de se agregar um
contato, um modo de se conhecer o outro, ou a outra, quem sabe, mesmo que de
soslaio isso lhe pareça destoar de uma realidade, que por vezes desconhece
integralmente, ou parcialmente, sobre a forma e a questão particular do
indivíduo. Na mesma moeda, quando uma mulher tece um grau de afetividade por um
homem, deve se deixar ao menos tecer um contato, conhecer, permitir-se ao
diálogo, sem que haja prejuízos ou faltas ou mesmo creia que antecipadamente
esse novo conceito de relação, que pode ser muito saudável, possa permitir na
assertiva de se conhecer realmente o homem, esse ser que parece tão distante, e
no entanto pode estar mais aproximativo, mesmo que isso tenha a ver apenas com
uma relação amistosa entre um par.
Hoje,
vemos que os ensaios de orquestra acontecem mui rapidamente, e que desconfiamos
de modo por vezes cruento daqueles que porventura desconhecemos, pois
acreditamos piamente pertencerem a uma determinada “tribo” ou mesmo “casta”,
onde a amorosidade sincera se torna mais difícil, de fato, com tantas as
ideologias que estão por aí, tantos os conflitos no planeta, se sabemos
realmente se tal ou qual homem ou mulher possuem qualquer engajamento em lutas
quais que porventura sequer imaginaríamos, na mais absoluta verdade. Mas há um
amor maior do que tudo isso, e esse pode ser um enigma mais verdadeiro do que
descobrir que, no fundo, pertencer a uma organização, ser sóci@ de uma empresa
fantasma, ou ser funcionári@ escus@, não contém a realidade primeira de quem
somos como seres humanos, isso funcionalmente falando, essa afirmação crível e
nada passível de que tenhamos em nós mesmos a funcionalidade pregressa de que
tudo o que pensávamos sobre a humanidade seria falsete. Disso um homem tem que
se ausentar, posto por vezes pode haver até mesmo tramas ou interesses por
parte de uma mulher, mas assentir em conhecer e dialogar com ela é apenas
travar um contato civilizado como um par que se conhece e passa a travar
contato para que o citado conhecimento evolua para algo melhor do que era, ou
seja, a projeção por vezes do que seria uma realidade a respeito do outro, no
espelhamento sereno de que a realidade que temos de nós mesm@s teria que ser ao
menos revista, e que tenhamos que nos olhar melhor no espelho nossa face, para
ver se nosso caráter pode ser lembrado como algo de positivo, quando nos
encontramos com a situação que nos posiciona neste mundo.
Em
virtude de algumas pessoas terem mais experiência de vida do que outras, é
sempre muito virtuoso sabermos que, em qualquer circunstância de nossas vidas,
o paradigma essencial é defender o nosso modo de ser, e quem é veteran@ no
assunto já sabe de carteirinha como é o mundo, por vezes de tanto ter levado na
testa, os seus recados duros de outrora. Permitir-se: essa é a palavra. Basta
que seja esta palavra apenas, e seus recados que antes pensávamos fossem
obscuros ao nosso parco entendimento de jovens ou não, com os preconceitos que
carregamos enfeixados daquelas verdades cristalizadas artificialmente no
congelador, seria mais normal que retirássemos o gelo da gaveta e preparássemos
a iguaria para desfrutar... Ao menos de dias mais respiráveis... O jogo por
vezes termina sem que tenhamos sequer colocado a bola no campo. Quando pensamos
que cumpriríamos uma missão, o patrão ou a patroa nos manda embora, ou mesmo
falece alguém que fazia parte de nossos planos, nossos pais nos expulsam de
casa, ou mesmo quando nos damos conta estamos delirando no álcool, sem saber
para qual lado vamos, na rua, entorpecidos pelo álcool e pelas drogas. Não
importa quem sejamos, o que pensamos, qual a nossa ideologia a respeito do
mundo, saberemos que possuímos a lei, isso é condição precípua, e que andando
de acordo com elas estaremos seguros, não nos entorpecendo, tomando um cuidado
especial com a nossa saúde física, mental e espiritual e tentando nos permitir
a amar, pois sexualmente o alívio imediato sem um afeto nos tornará mais duros
e frios com a ternura esquecida no canto, junto com a vassoura que não usamos
mais, porque já não tem pelos.
Do
mesmo modo que evitamos esse amor maior, evitaremos, por preconceito, todos os
afetos que teimamos em reprimir, em nome dessas missões a que outros nos impõem
precariamente, com doutrinas, treinamentos, pagos, e outras escolinhas para
quem somos apenas atores mirins no circo, e de onde sairemos mais explorados
pelo atrevimento de nos colocarem nesse papel de subserviência a um sistema,
por vezes para contestar todo o Estado. Se não aceitarmos que o poder que
possuímos nada é frente ao Poder Superior, que é Deus, como o concebemos, nada
poderemos fazer para sair do buraco existencial onde nos encontramos, posto o
tempo é generoso em cansar nosso cansaço, e se não amarmos – de um amor maior –
tudo o que fazemos, sem pedir nada em troca e nem trocar objetivos por
segredos, e nem levar as vidas paralelas a que nos propusemos desde o início,
não conseguiremos nem ao menos mover um peão no tabuleiro, quanto mais nos
defender do xeque-mate. Portanto, em termos de estratégia existencial, sejamos
mais solidários e humanos, não façamos o jogo dos inimigos que pensávamos serem
nossos diletos parceiros, pois em eras de guerras comerciais ganha aquele que,
como você, ainda tem a chance de comprar bem e barato...
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