Quando
afirmamos algo, peremptoriamente, nem sempre somos senhores do que afirmamos,
pois devemos medir com critério, devemos primar pela veracidade de nosso pensar
e sua expressão, pois nossos atos ou ações virão depois, em um repente, como
metaforicamente ensaiando um gesto antecipatório, e esse resultar em algo do
erro, como se diz, é o equívoco, a falta, um cometimento que pode trazer
consequências não apenas conformes com um tipo de caos que criamos, como com
pensamentos outros que surgem a partir das premissas erradas. O desenvolvimento
mesmo, na lógica, da premissa mal proferida, denota que a conclusão falte com a
verdade, e seja forçosa, incongruente, e não obedeça a um padrão civilizado de
juízo, em sua crítica, ou em seu julgar.
Por
vezes estamos talhados à mão de ferro, por vezes cremos em algo para corroborar
artifícios escusos, ou mesmo damos muita importância a fantasmagorias que não
se ressentem em fazer com que outras crenças assumam o mesmo significado em sua
essência, fazendo-nos pertencer a tal ou qual clã, a tal ou qual denominação
religiosa, praticamos a doutrina, somos impelidos a isso, cremos por vezes que
seremos mais “bondosos” pura e simplesmente praticando algo como a caridade que
nos ensinaram em alvitres outros, invasivos, coercitivos, familiares ou
sugestionáveis, e não nos damos conta de que só estaremos inseridos em alguns
contextos, como assumir a maternidade ou a paternidade de que sentimos saudade,
por vezes com a vantagem ainda de transparecer que diante da juventude ainda
teremos a aproximação com uma vida libidinosa que possa parecer um parêntese
extremamente prazeroso em nossa vida, porquanto estaremos unindo a utilidade
com o prazer... A alma da mulher fala muito a isso, pois quer na verdade um
mentor, uma abordagem holística, uma busca por terapias que crê serem
revolucionárias, como a imposição das mãos como a arte mahicari, que mais não
fazem do que evolucionar energias, mas não combater as causas de seus
desequilíbrios, e por vezes as psicopatias graves e suas medicações são apenas
um refúgio moral em que muit@s encontram para sincretizar o Oriente e o
Ocidente, qual não seja, o homem essencialmente não é um desequilíbrio
energético, a não ser de modo paliativo pode ser que alivie, mas não cessam as
causas que causam os sintomas. Há que se ensinar a caminhar, e não cobrar para
caminhar ao lado.
A
austeridade pode ser alcançada de várias formas, mas certamente não será
pensando que estamos mais ávidos por traçar o destino de outrem que a premissa
de uma recuperação do que projetamos algo ou alguém esteja em eterna situação-problema,
não seja a mesma auto projeção de que somos incapazes de validar nossos
próprios problemas, de que estamos por vezes mais doentes do que aqueles que
enquadramos como gente-problema. É uma falsa virtude e um arremedo do
pensamento díspar e mal elaborado não nos darmos conta de que por vezes
invadimos de tal forma a vida das pessoas que até mesmo um pequeno e sistêmico
modo de se ver as coisas não impediria de que fizéssemos um auto exame e
pensássemos que podemos estar muito mais enfermos do que aqueles ou aquelas que
enquadramos como patologicamente condenados pela existência, e para isso temos
que desenvolver alguma lógica básica, até mesmo para saber se o “outro referido”
não seria mais competente enquanto ser para ser até mesmo superior a nós
mesmos, em muitos sentidos... Para isso uma humildade baseada em sacrifício
interno em reconhecer as nossas faltas e erros em proceder com determinada
atitude nos trará maiores luzes onde nos reconheceremos mais passíveis de
proceder de modo a saber que tudo que pensamos, e que nossas por vezes mais
íntimas verdades não passavam de nossa ilusão a respeito do mundo, tendo por
consequência preconceitos que carregamos durante as nossas vidas ao longo de
nossa história.
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