sábado, 7 de junho de 2025

O TOTEM INEXISTENTE


Nada que relembre a figura totêmica de algo, por uma via qualquer
Um homem não será a via da libertação de um adicto
Posto que este perceba finalmente que o viés de todo um preparo
Não ressinta os custos da saúde pública, mas o desamparo da medicina
Naquilo de ver por si que os famigerados jovens já ingressam na fila das sinistras tribos.

Não a negação do trato mental, o medo de se cair no que creem ser malha, o pavor
De não terem a “liberdade” de se drogar, o totem que não há vira display de shopping center
Para o consumo de outras “liberdades”, quais não sejam, a vida burguesa não se ressente igualmente de ser “careta”.

O totem inexiste, mas o incesto – pasmem – em algumas civilizações era um tabu permitido
Mas, que se remonte na Austrália os aborígenes e seus totens existentes, nesse tipo de clã
Não haveria sociedade organizada, mas apenas algo que proibisse as relações sexuais entre os membros da tribo
Como forma de criar algo mais condizente com um processo civilizatório espiritualmente são...

E quais as formas totêmicas traduzidas anteriormente no século dezoito ao se estudar indígenas estadunidenses
Que o mito do totem em si e de per si poderia ser um rio, o vento, a comunicação com algo superior à compreensão
Mas que, no fetiche das sociedades contemporâneas, por vezes vira a porta de entrada de algo,
Como a ante sala da marijuana, ou o estupefaciente mais próximo, a pílula do êxtase,
Uma experiência de viagra para se ter mais performances no dito orgasmo e suas hormonais conquistas
Ou mesmo na estratégia quase lúdica de uma pessoa viciada arregimentar para as sinistras tribos aqueles que são conscientes de que a sobriedade ainda é ou faz parte da realidade. 

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