sexta-feira, 27 de junho de 2025

ESTARES


Não nos apoquentemos de não saber como dizer, quando o outro
Tem algo que pensamos que seja de expectativa, mas na realidade
Nada seria menos do que o simples arguir, uma nota na semântica,
Um verso solto, saber-se que a palavra vai mais adiante do que um grupo todo
Quando de prensa sabemos que a vida vive além da leitura, posto segredo,
Qual não seria um dia de certezas na penumbra de uma mulher jovem
Ou na maturidade de uma senhora que tão bem sabe planejar seus dias...

Não ser-se, estar-se, não fora a mesma palavra que não foi vertida ontem
Do agora enaltecida, qual cristal poético de aurora, não importando a cor de um livro
Posto de cores e símbolos estamos fartos das estrelas de estampa
Já que queremos as noites de um litoral moreno, quiçá a aventura de um pampa mais trigueiro
Ou mesmo a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida...

Não se ressinta a mesma sorte de frentes onde a questão poria embates na gaveta,
E figuras femininas e seus gestos, algo frementes, perfazem o toque que não foi dado
Ou um beijo fugidio que um homem amadurecido pelo tempo eterno sela com o destino
Em uma boca fremente que mal sabe que seria na possibilidade do roubo de seu afeto
A vida que pulsa mais tépida do que a água de inverno, quando a chuva cessa por vezes
E cede para um sol de sábado temprano, a saber, mais cedo do que todas as primaveras...

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