Não é à
toa que muitas denominações religiosas ocultas adorem ao diabo. O movimento
contra o clero católico sempre foi profundamente arraigado em muitas seitas
satânicas, ou de cunho evangélico que se criaram sem muitas dificuldades, por
vezes como empresas, por vezes com grupos alicerçados por lideranças “espirituais”,
em messianismos quase apocalípticos, sendo que no arcabouço das massas crer em
algo sem fundamentos, ou ser distinto dos demais leva por vezes a uma crise de
identidade, onde as drogas e o álcool em demasia traveste a consciência desses
turvos ou sinistros comportamentos, da tentativa de se quebrar estruturas
sólidas como o catolicismo, e o ódio que essa Igreja, fundada por Pedro, o
apóstolo de Cristo, tanto insufla nos espíritos rebeldes, que querem imitar a
rebeldia de Lúcifer, o símbolo do demônio em determinados contextos... Já não
são mais tão jovens esses agentes do mal, que se juntam em sociedades ocultas,
vestem a parafernália, lembrando os episódios dantescos onde a Ku Klux Kan, foi
realidade nos EUA, fomentando a guerra racial e outros satanismos no império
que tanto deu corda para que emergissem esses tipos de organizações secretas,
por vezes com o aval de muitos governos.
Como
pequenos morcegos ao léu, hoje temos uma sociedade onde muitos jovens possuem a
adoração ao ateísmo, e coisas como viver sem limites, se drogar, beber em
excesso e curtir músicas deveras “profanas” revela a preferência desse tipo de
performáticos que chega a ser grotesca. Em meio ao caos em negar ordens e
instituições como a segurança pública como um todo, representada pelo aparato
policial, se travestem muitos com a ilusão de que são rebeldes ou fazem parte
de um tipo de resistência, que nada mais é do que a negação de uma sociedade
mais civilizada, onde as pulsões instintuais sói serem reprimidas quando
necessárias, e não aceitam a repressão de alguns instintos que fatalmente virão
a prejudicar uma família, um companheiro, ou mesmo uma mera questão de afetos
mais verdadeiros.
Não
fora por uma sedimentação onde o possível em ser feliz no planeta não supusesse
a ira que tantos possuem dentro do peito por governantes, e um fascismo latente
e cada vez mais pronunciado na era contemporânea, as democracias se ressentem
do fato de que têm que golpear a ponta de faca para sobreviver em meio a tanta
subversão, esta, em nome da citada resistência, qual não seria melhor aplicado
o termo: retrocesso. No meio do citado caos, estarão os sete pecados capitais,
que para um ateu convicto torna-se o libelo de sua liberdade! Não haveria mais
regramentos, e o mundo abraçaria as questões existenciais como algo paulatino,
mesmo que soubéssemos – como o sabemos – que a cocaína é a mola mestra da
nomeada resistência, junto com a maconha e o álcool...
Todos
querem viver da maneira que querem, mas todos precisam trabalhar em diversas
engrenagens sistêmicas, e no final das contas a pretensa sensação de serem
livres usando das drogas e verem inutilmente que muitos comparecem com sua
burguesia egoísta e separada de suas realidades, não passa da ilusão de que são
independentes, mas meramente estão enriquecendo os cofres da empresa para a
qual emprestam sua força de trabalho: arduamente. Mas o entorpecimento de que
estão lutando bravamente, mesmo os discípulos do diabo, até as messalinas ou @s
adúlter@s, os que primam por educação dos seus filhos mas fumam da erva como se
o paraíso fosse a sua vida e sua família, contanto que não se dê nem um centavo
do que recebem em suas instituições ou empresas, ou seja, desde os ratos do
porão até os porcos de acrílico, todos têm um lugar ao sol nessa chamada
resistência de araque, pois só resiste a algo aquele que sofreu um bocado para
chegar a um nível de maturidade e experiência que pode ajudar quem precisa, com
uma longa dose de altruísmo, bondade efetiva e amorosidade, não falo daquela da
farsa, a amorosidade chavão.
É
realidade hoje que o Ocidente atravessa uma crise sem precedentes, enquanto o
mundo oriental se fecha mais para preservar-se, posto já ter emergido como o quinhão
mais rico material e espiritualmente, no planeta. Por essa razão, quiçá haja
tantos templos católicos na China, e tantos templos vaishnavas na Índia, por
uma suposição de que a verdadeira espiritualidade se revela na conformidade
saudável de evitarmos os ruídos dos pequenos morcegos que navegam espalhando
sua orgia por nosso entorno, no que chamaríamos que aquele cidadão que quer
chamar a atenção e crê no Lúcifer, de carteirinha, e que programa a próxima
tatuagem a botar em seu corpo, será o mesmo que por vezes acabará tendo que
prestar contas à medicina, quando acreditar finalmente que incorporou o
espírito do demônio, e já não é mais um ser humano, pleno de euforia, em sua tragédia.
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