sábado, 24 de maio de 2025

O ÓSCULO DE JUDAS


Quanto de sabermos qual seria um tempo factível do ser
Naquilo de navegar a intenção derradeira e grave
Não seríamos mais humanos ao principiar de garanhões que cruzam quais cachorros
Nas vias de fato, e de fato serão os homens tão afeitos a mulheres
Quanto o sejam das mulheres aos orangotangos de outrora
Ou mesmo no afã de sermos as serpentes do ofídio veneno de encontrar-se no mato.

O mundo é díspar, por vezes é imundo, na perspicácia de um homem, na sutileza da ferroada traseira de uma abelha
Ou na concupiscência de alguns pedaços de carne espalhados pelas gôndolas comportadas e sociais
Quando o que se crê na desdita é maior do que o que não se cria no canil
E antes de se saber do que é bestial, conforme seja algo mais sagrado do que o profano
Rege sempre a sexualidade de um proxeneta mediante o claustro imposto pelo seu gesto.

Ossos do ofício, diria o outro, quiçá um ourives da Alexandria tardia
Ou mesmo de uma Florença inacabada, solapada, destruída, pelos traumas que a permissividade anódina fez
Com a intenção mais pura daqueles que primam por uma sociedade limpa e sem vícios
Ou apenas saudável física, mental e espiritualmente
Justamente para que nossos filhos não precisem passar pelo criterioso moral de termos fracassado.

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