quinta-feira, 15 de maio de 2025

O INTERVALO


               Qual seria a circunspecção de um ser ausente de muitas coisas, mas presente no foco do esforço, já em idade, mas ainda forte que se sinta, nada mais, como se a vida se nos apresentasse mais simples, como quando uma vez fiquei admirando um besouro, maravilhoso, e era uma encarnação da vida tal qual a sentimos e, uma vez que vemos que há outros seres conosco, uma simples planta encerra dentro de si o coração da divindade. E quando uma mulher por vezes não compreende de forma tola essa circunstância existencial, talvez ainda esteja buscando a tessitura de seus signos mais secretos, sem se aperceber dos detalhes que deixa escorrer pelas mãos. Disse um mestre espiritual para mim, certa vez: você pode olhar para uma cadeira de plástico e meditar nela, pois os átomos a formam, e isso é igualmente um dos princípios do Tao, ou de Krsna como Paramatma localizado, sei lá, Osho dizia que Buda era superior à Personalidade Suprema de Deus, e nos paradigmas em que encontro um homem ontem na orla da praia, em sua visão o Cristo seria um plágio de diversos avataras. Cada um crê, em seus intervalos do não ser, a crença do não estar por vezes, mas o substrato alimenta muitas vezes vibrações extremamente nefastas, e isso tem a ver com a busca que muitos fazem com relação a drogas e álcool, e mesmo a noção inexata que muitos possuem de que o tabagismo contemporâneo tem a ver com relações mediúnicas ou afins, ou coisas dessa Natureza.

               Noves fora, nos processos de nossos intervalos entre um saudável debate entre adultos e outro, entre estarmos com aqueles que “realmente” passaram por grandes dificuldades em suas vidas, que por vezes perderam até mesmo suas famílias, propriedades, patrimônios, saúde, lucidez e etc, vimos por encontrar aqueles que se recuperaram, e entramos portanto por uma vereda mais serena porquanto mais real de fato. As dificuldades pela quais passamos versam sobre a eterna aproximação com um Poder Superior a nós mesmos, e ainda que estejamos no vale da morte, vale saber que Deus faz a passagem merecer a atenção para a questão vital e importante que é viver a vida da melhor forma possível, mesmo que certos temperamentos hedonistas nos subtraiam dessa essência, em formatos ímpares que nos retiram de um propósito fundamental, que é a austeridade e certa dose de sacrifício para que nos superemos e deixemos de lado uma vida de recalques e pulsões inconscientemente impossíveis, aos olhos clínicos da razão mais pura. Vale dizer e reiterar que um homem limpo de mais de 4.700 substâncias tóxicas já possui um pensamento um pouco mais lúcido e transparente, e que o álcool quando também não faz mais parte de sua “posologia” o torna mais fértil nas suas assertivas e mais colaborativo com seus companheiros e irmãos de fé...

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