Não nos
deixemos supor em termos de totalidade comportamental, que a maior parte dos
seres humanos estarão errando conformes com certas modalidades em que suas
experiências a respeito de si mesmo ou de outras interações, as questões do
afeto ou não, a frieza, a crueza com que se dê o trato com o ser humano, etc.
Nossa grandeza reside no fato de termos já uma tecnologia tão extensa que por
vezes não temos tempo para pensar distante dos displays, como se os nossos
braços já não funcionassem sem apertar botões, como se a eletrônica não fosse
parte tão intrínseca de nossa realidade que os sistemas por osmose já nos exercem
um tipo de fagocitose, algo que estamos dentro deles sem nos apercebermos, e
tudo o que diga respeito à fuga dessa realidade, a saúde mental como um todo,
esse aparato médico que mal pode deixar de prestar um serviço mais do que
necessário, tal o andamento das drogas que estão consumindo por aí, em um
mercado avassalador. Como se o homem se tornasse um tipo de selvagem, como se o
mito dos bárbaros viesse à tona, justamente para se contrapor a um outro
sistema, a engrenagem da sensatez, onde os mecanismos de vigilância se tornam
cada vez mais necessários para conter o crime organizado.
Aquela
moça que entra no banheiro e sai com os olhos radiantes, faz o uso de algo, do
pó, e sai sintonizada com uma droga que mal sabe ela que a mantém distante
quiçá por ignorância da sobriedade, essa forma indiscutível de sermos quem somos,
independente se tomamos uma medicação controlada, se fazemos uso da medicina
para nos manter, no que é certo, pois as psicoses se tornam já uma modalidade corrente
na sociedade contemporânea, vindo a serem manifestações correntes do que antes
se tornaria quase um soma de um mundo quase novo, mas que afeta sobremodo o que
se queira ter de conexão com algo: conectar-se com uma substância, conectar-se
com o improvável, mas factível de existir, naquilo do permitido e na forma mais
egoísta de se portar perante os “normais”. Se a medicina insiste em que o
tratamento por vezes seja duro na desintoxicação, a simples maconha se torna
igualmente uma droga tão viciante quanto a coca, ou a nicotina, em sua forma
mais redonda, fazer parte da “inas” que são irremediavelmente a correnteza da
anormalidade, ou daquele surf “ligado”, vindo diretamente da Califórnia, ou
mesmo no uso indiscriminado que muitos programadores fazem quando estão
trabalhando em suas carreiras.
Erram
incertamente, erram quando “imaginam” estarem fumando de uma erva que pensam
nenhum mal faria, mas que na ponta espera-se que a esquizofrenia não os pegue,
ou mesmo que o álcool não seja ou faça parte de sofrimentos cabais, desde que
bebido socialmente, na medida em que os porres sucedam “controladamente.”
Quando
estamos sóbrios, o tempo nos diz que estamos mais fortes a cada hora, e isso é
revelado pela experiência factível, assim como um tratamento psiquiátrico nos
torna mais fortes perante um estado de permanência de resguardo de um bom
descanso, exercícios físicos e intelectuais, alguma atividade que infira o uso
da mente para fazer algo, ou mesmo no pressuposto incomparável de estarmos nos
aplicando a passar uma boa mensagem para alguém no sentido de fazer com que
tome ciência da importância da recuperação. As portas potenciais de entrada são
diversas, e as pontes para a perdição igualmente... Para entrar na dependência
o gargalo é imenso, e para sair, o funil aperta, pois é duro se recuperar, mas
quando passamos pelas dificuldades, saibamos que vale sempre a pena estarmos
dispostos a tanto, posto quase toda a droga possui o seu viés, e muitos que têm
um rancor odiento por aqueles que passam uma mensagem contra a dependência por
vezes têm a cumprir negócios escusos frente ao tráfico, fazendo parte de
sinistros exércitos. O ganho que se obtém com o negócio sujo detém na assertiva
de que o modo de enriquecer seria mais fácil por caminhos onde não se
encontraria pistas pela polícia, e que de algum modo por vezes certas alianças
com o Poder tornaria isso possível já entra pelo caminho de um tipo de
corrupção séria onde a investigação mais acurada deve tornar as evidências mais
claras a respeito de alguns fatos.
Os
chamados grandes traficantes internacionais sói encontrarem em nossas
fronteiras seara por vezes fácil para permitir a entrada de entorpecentes e o
mercado apenas consolida cada vez mais a pressuposição dessa facilitação, pois
por vezes há agentes do tráfico disfarçados em um morador de rua, ou comandos
que passam por aqui e ali, de fato, incorporando, em sua atuação, movimentos
transversais que tornam o seu trânsito mesclado com toda a sorte de gente.
Na hora
em que a coisa aperta, que os agentes do tráfico assumem de vez seu perfil,
isso faz-nos crer que estaremos mais distantes do problema quando soubermos que
acabam por se isolar e passam a usufruir dos seus ganhos de forma a fazer
crescer certos bolos, mas nada que não fique evidenciado aos olhares
perscrutadores da justa.
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