Se eu soubesse que tantos
poréns encerram o tempo
Rogaria que a coisa concreta respirasse
do meu lado
Anunciando quem sabe o carinho hipócrita
Ou
mesmo um castigo construído com flores…
Não, que não
fôramos mais do que simples dardos,
Mais do que esferas
lunares, do que sopros noturnos,
Resfolegar de feras, insalubres
destinos de alcova,
Ou, no soletrar mimoso do não ser, apenas
um pensamento.
Quem dera fossem os tempos visíveis, como
rastros de história
Ou mesmo lembranças de jardas suadas no
paroxismo de um ato
Quanto o respirar, do dizer algo a alguém,
do não dito o dia inteiro…
Resta saber a conta dos
esfaimados
No número indiscreto da aurora
Ou no disse me
disse do que jamais se dissera...
terça-feira, 20 de maio de 2025
DEIXARIA OS TEMPOS VISÍVEIS
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