quarta-feira, 21 de maio de 2025

A ABERTURA DO CORAÇÃO


                Termos um coração compatível com a ternura, mesmo que esta seja algo que muitos esnobem, escarneçam, como uma qualidade praticamente inexistente, não é possível que muitos homens e mulheres creiam que essa seja uma questão de sentimentos femininos, ou algo parecido, mas a questão é que praticamente inexiste a ternura, a não ser quando citada como algo curioso, posto a questão toda não é exatamente tê-la para si ou @ amante, mas para o próximo, o distante, todos aqueles que, de carne e osso, se dispõe a recebê-la como quiçá o sentimento mais nobre que se pode ter pela humanidade. Esse é um ponto inequívoco de como quebramos os sentimentos de rancor, abrindo o coração para algo que existe de fato, que é o modo da bondade entre os seres, extensivos não apenas aos humanos, mas na forma de o sermos – mais humanos – com relação a tudo o que nos cerca nesta existência algo efêmera sobre um planeta que já demanda maiores cuidados em todos os sentidos.

                Não seria supérfluo afirmar que um bom sentimento possui a sua veracidade, todos o reconhecem, e damos de nós mesmos ao auferir valores a ele, como se na realidade o ganho obtido substancialmente pode ser traduzido por um amor maior... Que de nosso coração se nos brote o bom sentimento, essa ternura, para que não nos transformemos naquilo que porventura nos faria assustarmo-nos com a própria condição de sermos fracos, hostis e alheios a uma sinceridade que igualmente se torna necessária em tempos onde por vezes a ilusão se torna a pedra de toque que torna a vida das pessoas movida por esse estranho motor. Não nos transformemos em mais uma esteira de rolamento produtivo, ou em mais um produto nas gôndolas de exibição, ou um rótulo que deve aparecer nas redes sociais como algo diferente pela novidade de não sermos sequer conteúdo incontinente de nós mesmos. De modo viral, não devemos possuir a intenção nefasta de querermos ser o algo além que faltasse em nossa vida afetiva, algo que remontasse uma projeção, um ideário sem valor, o valor que, concretamente, sequer existe. Nas dúvidas que perpassam ao viés de um tipo de recurso de comunicação, por vezes há celeumas até mesmo governamentais a respeito de algo que perscrutamos ser de valia x, ou de questões ímpares, mas resta-nos saber se realmente estaremos afeitos a darmos esse real valor a algo, ou simplesmente ignorarmos um fato por já ter passado, ao invés de ficarmos na grande imprensa batendo em teclas todos os dias para desgastar governos ou coisas similares, no sentido de fomentar discórdias ou tergiversar com proselitismos de ordem política. Posto nos canais televisivos não haver sentimentos maiores a não ser uma realidade fria e anódina da apresentação dos fatos, o que há é apenas apresentar o sucesso alheio, como sempre a novidade da fama – ilusória ou não, com mérito ou não – e o bombardeio em relação a regimes populares, quando justamente há calcanhares de Aquiles sendo revelados no andar de carruagens, no que se afete ou se tente, essa é a intenção de uma imprensa parcial e vendida aos interesses estrangeiros.

                Em uma realidade aumentada, ficamos quiçá à margem de muitos óbices, e as afinidades com o mercado fazem da própria imprensa obedecer a oligopólios e a estruturas de poder econômico que transcendem à pequenez da simplicidade de sua intenção logicamente previsível, atingindo apenas o gigantismo da audiência e seus formatos de persuasão das massas, manipulando a opinião e versando sobre a possibilidade de contestar por vezes uma simples assertiva de uma dama de honra, ou especulando sobre a importância de frear boas relações comerciais com um Oriente que perfaça a relação comercial com o país, na conformidade com o que se espera passemos ao largo de uma guerra comercial anódina e que apenas cria expectativas em governos conservadores ao extremo, levando a cabo a influência capital que isso pode causar em termos de veículos de comunicação que deveriam estar mais atentos a tudo do que apensa carregando a ilusão e a total ausência de bons sentimentos como modalidade que se dá nas questões relativas ao desenvolvimento da sensatez no que dizem serem metas, mas são objetivamente intenções mais cruas do que a sociedade saudável poderia supor.

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