quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

A ESTRELA E O CORDEL


Ser ou não, seria um dia, não fora tanto, o ser se guia
Por tanto e tantos, que bastassem os dias na água
E o mar, a vertente do mar, se me diluísse outrora
Que a um sinal se me bastasse na noite inquieta
Posto o ser reverbera, o sei, só me baste isso...

Não haveria do desejo querer algo que me fosse
Posto que canso dos estudos, posto que canso um pouco dos pesos,
Só, anuente, quem me dera não fosse a prova inocente
Ou verdadeiramente indisposto ao tempo
Mas que fora sempre o próprio vento de te ver, estrela...

Mas que me dói a vértebra, a cepa da mandíbula
E sequer sei se sobrevivo mais um tempo incólume
E quiçá apenas gostaria de saber que saberias
Que, malgrado a junção de dois astros, a serpente
Não vê em seus dias uma glória jamais anunciada.

De dois seríamos, parceria do paradoxo, baste ao ser que seja,
Sem as difusões monocromáticas do ocaso, que o sol brilhe para todos
Na espera que não me diluas tanto, mas que do meu sofrer há causa
Que paro por enquanto de tentar fumar do ópio que não existe
Por um tanto de abster-me do nada, do que jamais fora.

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