terça-feira, 8 de outubro de 2024

ROSA BRUTA


Rosa bruta que entorpece, meus sentidos serão vãos
Onde quer que estejamos, óh que não quisésseis
Serdes mais santa do que aquilo do não merecimento
Quando do anátema de suas efígies, qual plátano de se criar no papel
Ao poente do que não sentistes, ao que dissera que não fôramos…

O corpo da donzela é mais tíbio e impermanente do que o brilho de uma estrela
Mesmo quando não a vemos no crepúsculo da noite, mesmo que não supomos existir
Sequer a frase que não disporíamos no vernáculo, ou da sintaxe que escreveram no parco diálogo.

Sequer saibas que um dia, ao esfregar aquilo que bem saberias, seja onde for,
O sistema onde ensaiastes teus erros agora navegaria por sombras, bem sabes, linda,
Onde, supondo que não fôsseis sequer uma flor murcha no teu futuro envergonhado,
Ou mais um díspar elemento naquilo que construístes baseado na tortura do dia a dia.

Não, não nos remeta ao que não tivesses a chance, posto a razão mais absurda e convexa
Pontearia a mais não fosse o anagrama da virtude, e sereis sempre bela aos olhos do amor
Quando finalmente soubésseis que apenas na cerimônia da entrega, aquele se realiza...

Nenhum comentário:

Postar um comentário