Rosa bruta que entorpece, meus sentidos serão
vãos
Onde quer que estejamos, óh que não quisésseis
Serdes
mais santa do que aquilo do não merecimento
Quando do anátema
de suas efígies, qual plátano de se criar no papel
Ao poente
do que não sentistes, ao que dissera que não fôramos…
O
corpo da donzela é mais tíbio e impermanente do que o brilho de uma
estrela
Mesmo quando não a vemos no crepúsculo da noite, mesmo
que não supomos existir
Sequer a frase que não disporíamos no
vernáculo, ou da sintaxe que escreveram no parco diálogo.
Sequer
saibas que um dia, ao esfregar aquilo que bem saberias, seja onde
for,
O sistema onde ensaiastes teus erros agora navegaria por
sombras, bem sabes, linda,
Onde, supondo que não fôsseis sequer
uma flor murcha no teu futuro envergonhado,
Ou mais um díspar
elemento naquilo que construístes baseado na tortura do dia a
dia.
Não, não nos remeta ao que não tivesses a chance,
posto a razão mais absurda e convexa
Pontearia a mais não
fosse o anagrama da virtude, e sereis sempre bela aos olhos do
amor
Quando finalmente soubésseis que apenas na cerimônia da
entrega, aquele se realiza...
terça-feira, 8 de outubro de 2024
ROSA BRUTA
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