domingo, 4 de junho de 2023

CONFORMIDADES ÚTEIS


A panela gira dentro do quintal, e o muro divide um quinhão
De través, como em um barco, antes terreno, agora sendo loteamento
Do que se queira como barco de oceano causal, onde hirianakáshi cria universos
Na pressuposição neutra onde seus poros emanam e absorvem
Na criação e manifestação, por vezes na dissolução cósmica
Do que vira a ser um tipo de universo manifesto, quase sem limites
Dentro da infinitude que não revele tudo do nada que não se infira algo.

A conformidade em se ser um átomo dentro da praia, aquela partícula animada
Dentro de corpos inumeráveis, tanto a pulga da areia que cava suas pequenas pedras
Ou mesmo o ser da baleia que está nas águas mais profundas, escalonada nas dimensões…

Mesmo enquanto se diria que seria tanto outro o hemisfério de outrora,
O relutante mesmo e aparentemente indivisível átomo encontra na corda
As origens de uma física encontrada por aquilo que não se encontra na microscopia
Mas que o vento perpassa solene com seus outros trilhões, em seus toques conscientes!

Nenhum retrocesso de leitura rápida se antecipa à uma frase demagógica
Quando de inteligência de TI a pequenez frente a Natura infira
Que, quanto ao final de uma estrofe, o resistir a algo remonte
A superfície nua do metal alcalino de um lítio mais antigo, qual bateria de auto.

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