sexta-feira, 13 de março de 2026

OS ENGENHOS DA INDÚSTRIA CULTURAL


              Que modalidades de um sistema se antepõem a um simples verso anunciado por um pescador de culturas? Hoje se fala muito: hora veja, vereis sistemas... Tudo, desde uma simples compra de um phone inteligente, até mesmo o desencontro de uma mãe com seu filho quando é internada em um hospício por estar na rua trabalhando na reciclagem e entrando no sistema outro: de viver marginal ao primeiro, segundo ou terceiro. Se um cidadão de um certo destes, estiver bebendo do Chivas ou do Moët Chandon, ou mesmo comendo doces finíssimos, sendo um glutão, ou quando mais novo transando com as damas do jet society... Ou fumando charutos, enquanto o marginal da outra ponta estará catando latas de alumínio e fumando crack, e sendo internado compulsoriamente no hospital, vitimado pela mesma máfia que fabrica a coca e dissemina o tráfico, levando lugares “de respeito” a lavarem a grana, como se fosse usual compactuar com o crime, no modo hediondo de se estar levando muitos indesejados a que sejam rechaçados, o mesmo acontecendo em alguns grupos de recuperação, coadjuvantes do mesmo sistema entrelaçado, quando do interesse de máfias poderosas no planeta. A permissividade consentida por analógicos desatinos, a voz pausada, o reger dos esquemas, áudios estudados e cenas teatralmente orquestradas.

              Quando nos lavamos da corruptela do caráter insuflada pelas querelas do ego inflado, quando nos lavamos da corrupção por tabela, saibamos que essas questões de poder e de glórias em vida não significam nada se temos por missão estarmos em um centro espiritual fora das ruas, não praticando em lócus urbano a verdadeira missão de sermos os agentes limpos, de sermos efetivamente, na prática, não propriamente os praticantes da caridade, mas os guerreiros dos quais a sociedade, por mais ajustada – o nosso próprio universo, bem entendido – possa parecer, estaremos diante de desafios onde o outro vem com a proposta verdadeiramente revolucionária por pregar a verdade democrática, ou pregar a verdade bombástica que vem para elucidar muitas questões onde, de outro modo, seria praticamente impossível, mesmo que passemos a crer piamente em tal ou qual partido externo, e se tem realmente a influência internacional, quando não passa por filtros, e muitas vezes apenas oferece os recursos limitados de uma TI já incipiente, pois não agrega à sua defasada indústria cultural nada mais do que os aparelhos da obsolescência programada que faz parte de suas linhas de montagem.

              Posto sim, que as peças da indústria cultural hoje já são os dispositivos que possuem vida própria, como um o que você vê é o que você obtém: what do you see is what do you get... Plugou, funciona, e o que antes era mistério, depende da caixa de Pandora, justamente onde as estrelas surgem em profusão, e nenhuma delas efetivamente é grande ou real. A espiritualidade vira frase pronta e tarefa doutrinária, palavra fácil e compulsória, e se um homem vê a Deus frequentemente está fora da casinha, e mesmo que a seu psiquiatra – um médico maduro que percebe que isso apenas favorece o estado anímico e mental do paciente – lhe pareça normal, àqueles que dizem conceber um Poder Superior e terem tido um verdadeiro despertar espiritual, por vezes são farsantes como titulares de um tipo de tentativa de ganhos de poder, onde a vertente da ignomínia passa pela titulação de um falso testemunho intelectivo, ou uma derradeira tentativa de solapar a santidade que porventura um ser humano possa estar “realmente vivenciando” no seu dia a dia, mesmo que a alguns ver a Deus seja fruto da imaginação, pois não concebem a santidade mais nem em nosso Senhor: Jesus, o Cristo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário