Encontrarmos no silêncio de nossas veredas a luz dentro das vozes que presenciam nossa experiência de cavaleiros solitários no tempo, vozes essas que metaforicamente são os pássaros que encontramos, o Espírito Santo no voo dos pombos, os cãezinhos que tecem companhia aos que passeiam com esses maravilhosos animais, os insetos que navegam pelos pátios, quais as formigas inquietas, ou mesmo as mariposas e borboletas que estão entre as plantas que Deus dispôs a que admirássemos a sua presença, o encontro com o barulho do silêncio mais não seja do que a comunhão suprema que podemos ter com as criaturas do Poder Maior, que é Deus, em toda a sua plenitude, e a luz que ilumina de dia o que podemos ver, graças à experiência transcendente.
Jesus Cristo, sendo a Verdade, nos ensina em suas parábolas a
ciência espiritual, o que estava escrito desde os profetas, que viria o ungido,
o sacerdote de seu discipulado, para ensinar a nós a citada luz em que a Verdade
fosse dada através da Palavra Viva, através dos seus ensinamentos. Mesmo que
não fôssemos os fiéis que nos propomos agora, mesmo que – incrédulos –
ignorássemos seu aspecto de vencer a morte para nos salvar, algo de distinto
historicamente não passaria pelo crivo do ceticismo, algo de uma presença que
dividira os séculos, que derrubara um império não deixaria de ser de suma importância
na existência de toda uma forma de pensar um Homem...
Sendo
Jesus, ao mesmo tempo homem e ao mesmo tempo Deus, o Poder Trino da Santíssima
Trindade não seria o mesmo se não concebêssemos que ao nos dirigirmos ao Pai,
ao mesmo tempo olhamos para a bondade, e ao nos dirigirmos ao Filho, olhamos
para a Verdade, e ao nos dirigirmos ao Espírito Santo, ao Amor que existe na
relação entre os dois supracitados. A luz ilumina tudo e todos, e será através
dela que estaremos nos posicionando rumo à libertação do que é visível, mesmo nas
noites mais sombrias. Qual não fosse, mesmo a eletricidade vem de Deus, pois
tudo o que o homem transforma tem sua fonte na Criação e não há nada na
Natureza que não seja fruto desta. É suposto, por exemplo, termos um vício, uma
compulsão, um sofrimento de qualquer tipo, mas será no Amor a Cristo que
superaremos esse vício, pois tudo não passa de uma questão espiritual, finalmente
quando, mesmo alicerçados pela medicina, saberemos lidar melhor com essas
questões. Deixar a boa vontade agir é entregar tudo nas mãos de Deus e
simplesmente nos libertar das amarras que antes nos atavam à droga. Mesmo
porque a virtude é um tipo de dom que possuímos diante de tudo o que nos
levaria ao seu oposto, que é uma vida adicionada a substâncias que nos levam à
compulsão, e a nos fazer mal ao corpo, esse templo de nosso espírito.
Melhor é
saber lidar com a luz e a verdade, pois estarmos imersos nas trevas e na farsa
não nos leva no caminho virtuoso, nem nos abarca no sentido mais amplo do entendimento
e da inteligência, no quesito de sabermos viver dentro de um propósito onde o
simples fato de adoecermos quando mais velhos e darmos trabalho a alguém já nos
coloca em posição de vulnerabilidade de quem adoece e de quem cuida. Passar uma
velhice mais tranquila não significa que não venhamos a sofrer alguns reveses,
mas o simples fato de que Cristo tenha sofrido por nós nos coloca diante de um
fato que nos remete a que podemos nos penitenciar por amor a Ele. Sempre que
nos colocarmos diante de nossas fraquezas, podemos rezar ou falar com Ele,
pedindo mais fortaleza, e Ele nos iluminará mais e mais, com a Verdade que
brota de Sua presença, e isso é um fator decisivo na recuperação, mesmo
naqueles que são tomados por depressão ou males similares, pois tudo podemos
Naquele que nos fortalece.
Mesmo quando soubermos que nossa fé está ameaçada por alguém ou algum fator externo a nós devemos pedir ao Pai, na forma do Pai Nosso, que “abençoado seja Vosso Nome, e ‘não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal’”, ou pedir ao Pai, antes, que nos fortaleça a fé em Jesus Cristo, que é a pessoa com quem temos a relação inequívoca de se trilhar os caminhos da devoção maior. Mesmo que soframos muito porventura por algum motivo, temos que saber que temos depois da passagem corpórea neste mundo uma vida imortal, ou seja, viveremos eternamente com Deus depois de concluída a jornada na Terra... Porventura, essa é uma questão espiritual onde a sociedade compõe, com as coisas do mundo, muitas situações de miserabilidade, ou dificuldades que temos em prosseguir em nossas veredas, quiçá por isso os Santos se afastassem tanto das coisas mundanas, posto vivessem mais no reino de Deus, onde suas vidas eram mais retiradas de tudo aquilo que poderia fazer com que suas vidas se mesclassem com os problemas fora da Igreja. Será sempre dentro da conformação missionária eclesiástica que poderemos exercer nosso papel como membros efetivos dessa jornada espiritual no planeta, espalhando a bondade, e deixando brotar a beleza do Espírito Santo...
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