Quem
dera a meninice, aurora dos tempos de um homem, que voltasse aos tempos em que
uma ferramenta da educação nos desse os princípios mais evidentes do que seria
um movimento em direção a Ti, meu Senhor? Incorrido nos princípios do pecado,
que o original não se nos bastasse, e o homem tece a trama que o encaminha para
atos e palavras em que o vício já se preparava para o atingir, desde que a
adolescência o iniciasse nas premissas de Baco... E disso salta, e busca, e
tenta estudar, e estuda de fato e estudamos nós, os seres humanos, que a
faculdade nos ensina e prepara, e sermos os letrados mais nos dita que
preparamos o caminho da compreensão, para mais tarde nos laborarmos em crer em
Ti, com todas as nossas forças, e aquele homem que já é mais do que um adulto
se afunda, e cai, e desvanece em meio a trôpegas tentativas em torno do
absurdo. Qual se não fora o movimento das pás de um moinho, como um Quixote
tenta combater infortúnios, movido por reflexos emocionais, e se trata já na
medicina, e tenta contestá-la usando de substâncias, e fuma, e fuma... A fumaça
do tabaco, até então não merecedora de preocupação assolaria pouco a pouco a
sua saúde, e o vício do álcool o remedia já na idade onde se recompõe, veterano
perante o pecado cometido em sua culpa tremenda dos estragos cometidos contra
si e ao mundo que o cerca. Antes, acometido de uma ilusória fome de justiça,
torna-se um cavaleiro de per si, um quase armador de arame, o nada não
convertido, e a lança dos infortúnios o solapa mais e mais, esmiuçando seu mal,
pondo em xeque a lucidez sem culpa, e hoje o refaz, e traz essa lucidez com o
arrependimento dos erros do passado, em que pecara remontando o algoz que fora
consigo, e trazendo apenas o andamento da remissão em que Cristo Jesus torna
possível na sua redentora paz.
O Pai
nos diria da Bondade, e o Filho, da Verdade, ambas com capitulares amplas, mas
não vertidas sobre o solo da compreensão de todos os seres imortais. E o verso
de Ulisses se torna palavra, ensinamento, e o cerne literário se torna
expressão possível, ao menos para que se exemplifique, à luz do Espírito Santo,
a dimensão continental da grandeza desses nomes. Apenas para que estabeleçamos
uma ponte sólida entre o que cremos no ocaso de nossa madurez, com a capacitação
mesma de um caráter onde discernimos não o que é bom do mau, mas ao que o que
não “é” não faz parte, porque não existe. É o negar a ser, o devir que não há,
o mau, não seja ordem nem fator, pois é ausência e nenhum exemplo, destrói as
coisas do Criador, e desmonta o amor cristão. Nisso, o pensamento de um
instinto de Thânatos, freudiano, o instinto destruidor, faz-nos crer piamente
que fosse apenas uma projeção, como a sombra junguiana, o fator de um lado
humano que, ao olhar da humanidade inteira, se torna algo concreto, posto
algumas pedras o são não pelo tamanho, mas pela dureza de sua Natureza, mas não
possuem a vida, sequer uma alma que lhes dê sustentação.
A
rigor, a lucidez que empunhamos todos os dias nos nossos afazeres, a se cumprir
tarefas, onde o nosso corpo seja uma demanda assaz pertinente, onde os objetos
se façam perceber quase em toda a totalidade, e onde nosso pesquisar a respeito
do mundo científico, ou não, seja a luz que emana do dom natural da vida,
resulta por vezes no modo em que a sustentamos diante de nós mesmos e diante do
próximo, e muitas vezes será em uma casa, em um lar, que apareceremos consolidando
um trabalho, antes de pensar em quaisquer outros, justamente por vezes quando a
estação primaveril já nos facilita, com os albores de seu sol mais celestial, a
vertente imanente desse labor. Será nessa mesma questão que não precisaremos
mais ser críticos ao excesso, que nossos temores são aplacados, nossas angústias
cedem o terreno, onde os pensamentos iracundos sói refrescarem-se com a ternura
de nossas atitudes e palavras. Ao sistema celestial do nosso olhar em vermos o
céu azul, o mar mais tranquilo, e as tempestades do mundo menos assoberbadas,
todas as hastes de uma gramínea pensarão melhor ao moverem-se ao sabor dos
ventos, e Deus estará consciente desses mínimos detalhes: eternamente...
Ao
menos movimento de uma prática marcial de Tai Chi, a um respirar sereno,
estaremos nos desfazendo de certos desconfortos, e a lucidez da culpa cede para
um inúmero e sensato meio de estarmos mais cientes de que essa mesma culpa que
carregamos pode estar gerando uma rede de informações que cheguem ao outro lado
do mundo, mas com a consciência mais aflorada com relação a questões de
reparações que já fizemos com muitos viventes em geral, demonstrando que mais
lúcidos estaríamos quando assumíssemos a culpa diante de Deus e de muitos
seres, quais não fossem, até mesmo aqueles inanimados, como uma pedra, um copo
vazio ou uma louça a ser lavada.
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