Quando
estamos em uma crise existencial, quando enfrentamos um desafio que pode
parecer insolúvel, por exemplo, um vício severo como a nicotina, quando parece
que nada deu certo, que a luta para abandoná-lo nos torna fracassados, ou mesmo
quando tomamos ciência de que, além da doença de termos a compulsão sofremos de
males psíquicos, de comorbidades, veremos igualmente que o próprio mundo em que
vivemos pode estar tão ou mais compulsivo, mais doente, do que o nosso estado
onde nos situamos preocupados e impotentes perante esse citado estado de
coisas. Por vezes procuramos nos espiritualizar, seguir a senda do amor, sermos
plenos do amor, lemos a vida dos santos, oramos, carregamos nossa cruz diante
da vida, nos resignamos com o sofrimento, nos sentimos vazios e tristes diante
do sofrimento da humanidade, e surge a guerra, a miséria espiritual de certos
mandatários, a quebra da paz, o genocídio, o preconceito, os problemas sociais,
e tudo parece que nos daria razão para que prosseguíssemos nos afetando
perniciosamente com o vício, continuamos fumando, não exatamente para afogar as
mágoas, mas justamente para inconscientemente abreviar nossa existência, mas é
aí que não devemos dar o braço a torcer, pois o mundo precisa de bons e humanos
seres, pois de seres demoníacos parece que estará mais repleto, a cada década
que passa... E, a cada movimento de espiritualização de nosso ser, muitas vezes
o “outro” nos abraça com tentáculos de aço, e a falta de qualquer manifestação
de ternura, qual não seja apenas o hedonismo, a febre pelo consumo e a
manutenção do status quo de nossa era atual, nos faz reféns do mesmo vício a que
somos impelidos, como se materializássemos em nosso ser o Thanatos, ou instinto
de morte, que vigora nesses tempos em que verdadeiras bestas apocalípticas
pipocam ao nosso redor, chegando alguns a serem chefes de nações extremamente
poderosas. Pudera, a questão de pregar o pensamento franciscano no nosso milênio
fica restrito à intervenção da intolerância, do preconceito e da ira, ira e
ódio que vão vencendo a tudo e a todos, no sentido de serem alguns subservientes ao império da forma mais abjeta, como se tudo fosse facilmente explicativo.
E você,
por vezes quando é um escritor, um artista, um poeta, tende a sentir, como uma
antena sagaz, esses movimentos, esse instinto mundial, a crise de valores, uma
tecnologia que reduz tudo ao “fantástico” mundo de uma hiper-realidade, algo de
gente mercenária, ao comércio, à prostituição incubada em si mesmo nesse
sistema, ao que não nos ressentimos de sentir que a porcaria toda fica
navegando em torno de um mesmo eixo, para não dizer, a tendência perniciosa ao
fascismo que toma uma sinistra dianteira de “vanguarda”... Para não citar o que
já se preparara de antemão que a alguns parecesse que os EUA ditariam a
geopolítica internacional, mas que na realidade a Rússia já tem como missão a
contenção desse ímpeto, e talvez seja chegada a hora de lançarem mão dos
artefatos nucleares para conter a sanha desses seres demoníacos. Não há escape,
camaradas, nada mais podemos fazer para que o sistema que chegou a esse ponto
não tenha que ser contido pela força, e se querem praticar ferir com o ferro,
sem sequer terem sido feridos, verão que sua máxima que crucificou o Salvador
terá que ser levada a cabo no viés de que a paz só será possível aplastando
certos inimigos. Como podemos manter uma desigualdade social pungente e
gritante em países que se dizem populares, se naquelas nações de extrema
direita a coisa fica em uma gravidade social que beira o nazismo? Nada nem
ninguém pode ser considerado um lixo humano. À puta que pariu quem pensa assim.
Aquele governante que segrega quem quer que seja, por ser pobre, no mínimo
deveria levar uma boa lição, para aprender a ser gente... Infelizmente é
através da reação progressista e de umas fortes palmadas na bunda de meninos
levados que se reeduca essa gente, que mais não faz do que acumpliciar seus
lacaios para fiscalizar os ônibus e mandar a pobreza de volta para as suas
casas.
Devemos,
sim, votar em Lula nas próximas eleições, pois é a única alternativa de manter
um líder latino-americano de vulto nas paradas e no Poder diante dos desafios
que encontremos pela frente, pois ele é um homem com origem popular, e jamais
fez nada nesse sentido. O estudo aprofundado de serviços de inteligência como a
CIA ainda mantém seus tentáculos a serviço do establishment dos EUA e é nesse
sentido que uma plêiade de agentes age em redor do planeta. Se o critério é que
o prócer desse país seja vingativo, mate crianças no Oriente Médio, se na
realidade tudo o que prega são as guerras, a exploração e escravização de
crianças africanas para explorar minérios na África, se querem insuflar a
desesperança nos povos do planeta, o planeta inteiro que seja mais libertário
deveria se unir para acabar com essa sanha que mais não faz do que espalhar o
ódio, pois a paz, assim como o amor, pode ser uma questão de polarização
energética, onde leis positivas se contrapõem a leis negativas, e o equilíbrio
é apenas uma questão de urgência planetária. Dois terroristas de Estado como
Trump e Netanyahu não apenas tem que ser reeducados, como, se não aprenderem,
tem que voltar ao final da fila e esperar por tribunais de guerra.
Não haverá uma relação amorosa entre um casal
se o homem acabara de agredir sua esposa ou vice e versa, e não há perdão se as
lesões forem graves, a menos a curto prazo... Na possibilidade de reincidência,
a separação é a melhor coisa a ser feita, antes que um deles possa vir a sofrer
danos maiores, em outra fatalidade. Quando uma guerra começa, é deflagrado um
estopim onde o agressor terá que se deparar com forças às quais não esperava, e
é chegada a hora de que outras potências nucleares à altura dos EUA e de Israel
os direcionem a um tipo de “corredor polonês” onde aqueles possam se encontrar
com a realidade, e com a dimensão de seu real tamanho...
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