sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Sartre: liberdade e angústia - Para Sartre, o ser humano está condenado à liberdade: não há essência pré-definida, somos responsáveis por dar sentido à própria existência. - O vazio existencial surge quando o indivíduo percebe que não há garantias externas (Deus, destino, substância) que preencham sua vida. - Nesse contexto, o cigarro pode ser visto como uma “má-fé”: uma tentativa de fugir da liberdade e da angústia, criando um objeto que dá a ilusão de companhia e sentido. - Largar a nicotina, portanto, expõe o sujeito à sua liberdade nua e crua — e isso pode ser doloroso, mas também é a chance de assumir a própria vida sem subterfúgios. Viktor Frankl: vontade de sentido - Frankl, sobrevivente dos campos de concentração, desenvolveu a logoterapia, centrada na ideia de que o ser humano busca primordialmente sentido. - O “vazio existencial” aparece quando essa vontade de sentido não encontra realização. Ele descreve isso como uma frustração existencial, um cansaço da alma. - O cigarro, nesse caso, funciona como um paliativo: não resolve a falta de sentido, mas mascara o vazio. - Ao abandonar o vício, o indivíduo se confronta diretamente com essa ausência — e o desafio passa a ser encontrar um propósito real, seja em relações humanas, em projetos criativos ou em valores espirituais. Síntese - Sartre diria: largar a nicotina é encarar a liberdade e a angústia sem máscaras. - Frankl diria: largar a nicotina é enfrentar o vazio existencial e buscar um novo sentido que seja autêntico. - Em ambos os casos, o cigarro não é apenas uma substância, mas um símbolo de fuga. O abandono dele abre espaço para uma reconstrução existencial. Se pensarmos em termos práticos, esse vazio pode ser transformado em motor de busca: em vez de se apegar ao “companheiro ilusório”, o sujeito pode se abrir para novas formas de presença — seja na arte, na espiritualidade, ou em vínculos humanos. COPILOT.
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