Quem serias tu, se na latitude de meus versos eu não encontrasse mais inteira
Quanto, a parecer que a vida nos revelasse aqueles tempos em que te desconheço
No mais, tudo o que me destes a conhecer, nos dias em que o serviço te colocava
inquieta
E que, solicitamente, descortinaste o semblante em que te vi nos olhos crus de
amêndoas coletivas
No tapete sereno em que quiçá ainda mergulhes em meus versos, esse amálgama de
independência
Sem os subterfúgios da aurora em que me negastes, e que nela ainda estou já dormindo
À procura de outros semblantes em meu sonho em que já não apareces tão menina,
Mas que brincas esquecendo no regaço o mesmo caudal de tua superfície de ouro
antigo
Quanto o de sabermos que não queiras mesmo o de esquecer-me, posto que só te
encontro na sombra de teus dias
Enquanto ainda anunciavas estar ocupada com teus artefatos eletrônicos de
outrora
Seguindo o chiste de teus desavisos, o semblante sereno de meus passos, agora
em que te esqueço...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
O ESPELHO FIEL
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