quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
O chamado “luto químico” é um conceito usado para descrever o processo emocional que acompanha a abstinência de uma substância. Ele não se limita à fissura física pela nicotina, mas envolve também a perda de hábitos, rotinas e até identidades ligadas ao uso. Como isso se manifesta - Fissura (craving): é a urgência fisiológica e psicológica de consumir a substância. - Luto químico: é mais amplo, pois envolve o vazio deixado pela ausência da substância e do estilo de vida associado a ela. É comparável ao luto por uma perda simbólica — como deixar para trás amizades, lugares e rituais ligados ao cigarro. - Dimensão psicológica: muitos autores descrevem esse vazio como uma sensação de desamparo ou de perda de parte da identidade. Em termos metafóricos, pode ser visto como uma “posse” ou ocupação interior, já que o hábito parecia preencher um espaço psíquico. Interpretação simbólica A metáfora da “possessão” faz sentido porque: - O cigarro ou a nicotina funcionava como um objeto de apoio psíquico, quase como se tivesse vida própria. - Ao retirar esse objeto, surge um espaço vazio que pode ser sentido como uma falta ou uma invasão de silêncio. - Esse vazio não é apenas físico, mas existencial — daí a ideia de que o luto químico é mais do que fissura: é uma reorganização da identidade. Em termos clínicos, não se fala literalmente em possessão, mas sim em processo de luto simbólico: a pessoa precisa elaborar a perda da substância e reconstruir sua vida sem ela. COPILOT.
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