Urgimos
por mudanças por vezes radicais em nossos sistemas, mas não podemos arguir de
modo tão lógico sobre o que seriam exatamente essas mudanças, de fatores
primários – quiçá – mas que não se recriem novamente esteiras e mais esteiras
de vaidades, pois sobre elas reside a engrenagem que nos move, e isso ou esse
motor nos possa parecer absurdo, quase sempre, posto a premissa básica é o
novo, e a sociedade do descarte passa a funcionar mais e mais, esse mercado
como um tipo de deus que a tudo e a todos abraça, e nós mesmos – todos – nos quebra.
A premiação imediata, a dopamina barata, o capacitismo como última fronteira da
intolerância, e a perdulária forma de que, enquanto alguns – de tanto que
possuem – não sabem o que fazer com tanto dinheiro, outros, a grande maioria
das gentes, navegam pelas ruas sendo deslocados pela vigilância brutal, que por
vezes, a mando de Governos déspotas, sequer quer estabelecer vínculos maiores
com os CAPS ou assistências federais.
Alguma coisa
não cheira bem no ar, nessa atmosfera de desavenças, de festas de um Carnaval
onde nada faz muito sentido, onde as drogas se acumulam, e onde o trabalhador
brasileiro apenas traça rumos para uma quarta de cinzas ainda mais melancólica,
mas sempre com a anuência de que será no escopo de que seus valores ainda não sejam
totalmente relativizados pela “uberização” de nossa economia, que não valha
menos do que a suposição de que estaremos mais felizes sem a intervenção que
seria bem-vinda em certos Estados da Federação, de Natureza fascista. Mas não,
efetivamente só são punidos aqueles que colocam a mão na massa para tentar golpear
a nossa democracia, e esperemos que ela se fortaleça cada vez mais para que se
torne mais sólida e estável quanto as maiores do planeta. Modos de ser encapsulam multidões, e o fascismo é um deles. A extrema
direita, como se apresenta hoje, é uma de suas vertentes, e uma tendência não
apenas mundial, mas naqueles que se dizem de vanguarda espiritual, mas não passam
de baixas frequências energéticas. Diz-se que não há para se ter rancores, isso
não deixa de ser certo, mas não podemos baixar a guarda, e estarmos sempre em
um tipo de samadhi, de acordo, com um
“transe consciente” para não permitirmos que esses reacionários avancem demais
sobre o nosso país, combatendo frentes internacionais para prevenir a sua
vinda, preservando o nosso melhor viver aqui, sem as sombras dessa ganância que
tanto assola o nosso puro modo de ser.
Alguma
coisa evanesce, a mera questão das trocas de mercadoria, a velha história dos
conflitos comerciais internacionais, a competição inescrupulosa, a inversão inequívoca
de valores que sempre fizeram parte da história, mas que em nossos tempos se
tornou a peça fundamental para que se tire do planeta o residual, e se transforme
o ser humano no resíduo existencial de sua própria raça, essencialmente
falando, onde muitos caem no ostracismo sem sequer terem a força de trilharem
caminhos igualitários e humanos de oportunidades. Acresce que a essas questões
a engrenagem dos tempos contemporâneos se dá através de um sectarismo, com a
tecnologia como ela é empregada, mas no âmbito de uma vida de ganhos, os
gadgets trouxeram sem dúvida maior possibilidade de comunicação, mas tudo passa
pela questão da velocidade como isso se tem processado, não apenas no ato mas
no pensamento do ser humano. A ansiedade gerada por níveis excessivos de drogas
se atenua para muitos no uso de drogas como a maconha, ou por consequência dos
diversos usos recorrentes de coca e similares, as drogas psiquiátricas e seus
tratamentos compulsórios.
Chega uma
hora que um aprendiz quer colocar as coisas na prática, mas o ideal é que se
tenha tido uma boa experiência na busca pelo conhecimento, e um ancião pode se
tornar aprendiz depois de passar muito tempo na ignorância, assim como um
viciado pode largar uma droga, sendo na prática um oficioso membro de uma
prática que passa a levar a termo, depois de estar sendo vilipendiado por ela
por muito tempo, tornando-se ao mesmo tempo seu próprio instrutor e seu próprio
aluno. Se é o que está pegando na aura de um ser humano, a questão do
alcoolismo, do tabagismo e das drogas em geral, roga-se que se amplie os níveis
de consciência ao menos para que se largue esse círculo vicioso, bem como a questão
de reuniões de recuperação que podem tornar o ser adicto às possibilidades de
estar afeito a poderes superiores que por vezes nada têm a ver com Deus ou algo
similar, como uma espiritualidade, esta mesma que nega a religião como algo
proibitivo, e torna fanaticamente uma doutrina como algo a ser seguido por um viés
programático na visão de algo caótico por vezes, alicerçados certos membros e fundadores à função de
pequenos deuses da humanidade, mas que na realidade determinaram convencionalmente
uma parcela enorme de Poder, inequívoco, mas inevitavelmente despótico e
hipócrita, na acepção de que a crítica venha a funcionar mediante as mudanças que não acontecem, e que tradicionalmente vêm estimulando fissuras egocêntricas na maioria dos citados membros, que fazem parte de estruturas que por vezes só fazem ruir a sua origem original, por razões de competição pelo poder...
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