segunda-feira, 27 de outubro de 2025

VERVE LIVRE


Do que é linear, ou mesmo um flashie
Postado na rede, ou esperamos uns dias
Ao que seja, do servir ao serviço
Em um quem saiba seja algo que transpareça
Mas quiçá não entendamos sua essência...

A saber do codinome da engrenagem, o suposto saber de Lacan
Ao ourives berniniano que jamais saberá da técnica do mestre
Quando do ouro souber que outros cinzéis fizeram da lavra o objeto
Quanto a sabermos que, do próprio saber pretendido, o ócio não desfaz o trabalho...

E o de se pretender o impossível, quem sabe, a incógnita de um passado de fato
Onde o ser se encontra com a dúvida pontuada pelo fato concreto
No que não fora, por si só, um dia a mais, um dia que sói reconhecer que seja
Aquilo do desconhecido, do projeto que não foi edificado,
Da enxada que não virou a massa, ou da pá que não carregou a areia.

A um trabalho independente, que o façamos sempre, e mãos à obra
Porquanto sermos esse independente ser humano pretendido
Não seria mais do que servir ao outro a possibilidade mais factível
De sermos propriamente bons e generosos, e na contra parte o igual seja bem vindo!

Na vida há vias de mão dupla, e há modos onde uma pessoa pode auferir um ganho
Sobre os costados de outrem, colocados por vezes em trabalhos nobres, 
E qual não fosse, um dia ou outro qualquer seria maior e mais gigante
Do que outro e mais outro, as noites que vivemos em descanso
E todas as manhãs alvissareiras onde passamos com os pássaros o nosso entender a vida.

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