quinta-feira, 16 de outubro de 2025

UMA FORMA AUSENTE DE NOS VERMOS


O ser que se dispa de todo o semblante que se lhe pareça distinto
De algo que na aparência seria a mesma coisa que não distaria
Tanto do que era, como que em um sonho, um escrito surreal,
O onirismo de despertar no colo de um pássaro na alvorada
Ou mesmo de se lembrar que as nuvens da noite anterior tapavam as estrelas...

Não se nos turvem as chuvas de outrora
Quando, nas maneiras de nos precipitarmos
A vida revelasse o tempo algo de chumbo
Mas que fora uma era de outros locais
Onde a história depositara seus ventos.

Que a dita e mesma história não nos nuble a consciência
De que de fato somos sempre os mesmos em essência
E paramos por vezes na simples questão do ser de per si
Quanto o de saber seríamos em maior amplitude
Uma mera circunscrição existencial maior do que temos por então! 

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