Muito
se tem especulado se alguém é intelectual, racionalista, se tem fé, se é místico,
se porventura acredita na ciência, se navega muito na rede, ou seja: se se
conecta com algo, se se une, se está ligado logicamente a uma questão do pensamento,
ou se simplesmente se deixa levar pelos instintos, pelo eu superior que crê
ter, e onde estaria esse eu, esse ser, que na verdade se perde muitas vezes em
um emaranhado de poréns. Osho afirma que algo superior pode entrar em algo
inferior, e que o inverso não é verdadeiro... Na prática médica, quem sabe
Freud tenha ajudado mais na cura das neuroses, do que simples livros que
contestam a intelectualidade, o pensamento lógico, algo cartesiano, mas que na
verdade sói reconstruirmos a importância desse médico frente ao escopo de uma
era em que as coisas não andavam bem em termos mentais para toda a humanidade.
Osho pontifica que no misticismo há regras bem evidentes. Já Jung, em um exemplo
cabal de pensamento dessa Natureza, deixa evidente que a psique humana e seu
inconsciente trás em si uma questão mais profunda do que alicerçar teorias místicas
sobre algo, ou manipulações de ciências místicas, onde a gnose quiçá haveria
ainda de supor desconhecermos o summum bonum do que seja a possibilidade
de que a libertação do suposto ser estaria mais vinculado a crenças mais
primitivas, quiçá, do que mesmo o que os cadinhos e buretas de cobre da
alquimia poderiam supor. Os espíritas estariam mais certos com relação à
presença espiritual, assim como a tríade Pai-Filho-Espírito Santo igualmente
reduz o Poder trino a um, o Uno, um centrum espiritual que redime e explica o
inexplicável, daí o mistério, no que Osho argumenta muito bem em seu livro “Intuição”,
dando motivos a que se apreenda sempre dos místicos uma essência por partes,
pois quando criamos regras, por vezes estas nos impõem certas doutrinas e meios
pelos quais nem sempre temos que aceitar. Como na amplitude da Lei do Carma
hinduísta, que reencarnaríamos em animais, contrariando sumamente a doutrina
Espírita. Mas qual estaria absolutamente certo, senão através de níveis
espirituais: quiçá quando um ser humano redescobre na Natureza sua verdade mais
afirmativa, ele tenha encontrado um nível de consciência, e se puder dispor de
algum conhecimento é sempre de valor, sem dúvida.
Caros,
enquanto um escritor no século XXI escreve, ele está diante de uma máquina
eletrônica, um teclado da Microsoft, uma tela da Acer e um computador da Asus.
Com uma câmera na frente, com um modem ao lado, a rede cabeada, e de novo pensa-se
em Osho, suas peripécias, seu livro de 2001, quando as conectividades da
ciência ainda não estavam plenas no planeta. A Índia tem trazido muitas
vertentes místicas e filosóficas para o Ocidente, e Osho, em seu livro “A Visão Tântrica”
afirma que Buda era superior a Krsna, mas já na visão Vaishnava, se afirma nos
Shastras que Buda era uma encarnação de Krsna, Deus, que viera ao mundo com a
missão de fazer com que os humanos parassem com a matança de animais. Quando,
finalmente, a humanidade toma ciência de que os simples animais de estimação
são como seus filhos queridos, e o afeto por eles toma uma dimensão da compreensão
de sua Natureza pura, e que possuem certamente um espírito, em pé de igualdade
de externar seus sentimentos para com o ser humano, e as petshops viram
verdadeiras clínicas caras às expensas de explorar esses níveis de afetividade,
inventando até mesmo produtos de beleza para cães e gatos, a Natureza e o ser
humano vivenciam esse encontro quiçá como uma grande revolução, mas é uma pena
que os porcos e que o gado sejam sacrificados de tal forma na indústria para
saciar a nossa espécie, que bem poderia ser vegetariana, o que seria a
verdadeira revolução espiritual sobre a Terra... Se porventura viesse acompanhada
com a restauração da devastação que não cessa em nossos biomas mundo afora. Mas
estamos falando de níveis espirituais, companheiros, e não há como tornar o
mundo vegetariano, seria como fazer de alcoólatras em sua maior parte pessoas
sóbrias, da noite para o dia.
Por
vezes, estamos conectados por uma plêiade financeira, que contém uniformizações
e consumo de massa, e o que antes seria um lanche vegetariano, se torna um hamburger
que comemos no Mc Donald, na pressa de preparar uma noite regada a drogas, bebidas
e baladas. Ou mesmo no peru de Natal ou no Dia de Ação de Graças, regado a bom
vinho, e onde cada um depois vai para o seu lado, com seus afazeres,
divertimentos, quiçá alguns com crenças e credos, outros ateus e agnósticos,
mas grande parte buscando nesses feriados algo a se fazer para se divertir o
máximo possível, quem sabe em um quarto de motel, quem sabe em um prostíbulo...
Parece que demande que a massa obtenha para os governantes um resultado, um bem
estar que a alguns parece meio incompatível, por isso as saídas de Osho não pareçam
tão impraticáveis, quando tenta equacionar por a mais b o que
seja a “intuição” e o que seja o “tantrismo”, para os sedentos de conhecimento
oriental, muitas vezes buscando um escape a um modo de vida que no Ocidente já
dá mostras de cansaço cultural.
A busca
por algo e a compatibilidade com novas frentes da existência nos faz tão
diversos que a própria Inteligência Artificial nos coloca frente a frente com
nossas faltas anteriores, com respostas que antes não tínhamos a elas sequer
algum acesso, dando-nos a oportunidade de fazer com que o Poder que antes não
possuíamos agora possui uma vertente, a possibilidade de orientarmos uma
máquina, e esta fazer um trabalho que antes não possuíamos nem a competência
nem a precisão para tanto. Toda essa tecnologia nos faz imergir na conexão com
meios aos quais não tínhamos acesso, e podemos nos organizar melhor, nos
comunicar melhor, e criar até mesmo uma opinião revigorada, publicá-la a troco
de nada, de modo gratuito, para melhor exercer um serviço de voluntariado no
escopo de alguma irmandade ou organização, dando do melhor de nós mesmos a
serviço dos outros que necessitam de ajuda e amparo.
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