Caia a chuva de pedras, pedras de alabastros
Rudes, esculpidas pela lavra da poesia de mãos taciturnas
Quais totens fincados no solo, e qual a terra que não diria algo?
Quem fosse por um dia ao menos urdir a trama dos novelos exauridos pelas
sombras
Quando, em meio a uma noite apresentável em seu céu plúmbeo
Reverbere ao menos um farol que passe em rua túrgida de presságios...
Amiantos em urbe escura, nichos de cumeeiras, alfombras da telhas,
Os gatos passeariam se estivessem na rua, quais esfomeados bichos
Procurando por outros, quem dera não se escondessem no viés natural.
Ao menos por um tempo meridional, não se nos tivessem tirado um dia
Mas o acrescentamos em nossos farnéis de conquistas, por si e de per si,
Qual não fora, um domingo como um outro, em que uma mulher se mostra em suas
tatuagens secretas.
Radha querida, em meus planos infalíveis, teríeis outro fiel, na medida em que
Govinda esteja ressonando
Na companhia do sagrado nome, em que pronuncio quiçá por mais um instante no
momento exato
Em que tornas a me encontrar no momento do encontro mais pleno da bem aventurança
transcendental?
Tomo da água, verto o portão com o cadeado de outros muros,
Teço o escutar, que um carro passara na rua, quem dera, o destino de outro
Ao que passaria por mais um instante o segundo mais conforme de um dia a mais.
Talvez urja sabermos um pouco menos dessa verdade desatinada, que passa adiante
em mensagens rubras
Mas que constrói a muralha do tempo mesmo, este, que decido por mim a próxima
estação
Em que já vejo que as gaivotas depois da procela estão em harmonia com o mar...
domingo, 19 de outubro de 2025
CÉUS DE ALABASTROS
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