domingo, 19 de outubro de 2025

A VIDA SEM MUITO PÔR


Sem a palavra que não foi dita, sem aquelas que queríamos pronunciar,
Aos dias que nos ensamblam versos que porventura queríamos antepor no encaixe
Assim, de carpinteiro, do ofício, quem dera, ao menos saber pregar um prego no madeiro...

Poremos dias como os outros, que estamos vivos, e vivos seremos mais do que outras realidades,
Quando a hora se nos chega, bateremos nos costados dos espíritos que somos, em missão ou não,
Quando a saber que o tempo não mede intervalos quando refaz seus ventos nas direções as mais várias.

Quando há mais tempo, escrevêssemos palavras de acalanto, versos de outrora,
Parágrafos e estrofes que nos diziam do tecido de palavras que – aí sim – pertenceriam
Ao sabor das gentes que sói recomporem sua existência na verve dos anônimos poetas!

Quem diria: a pátina da vida nos encerrasse em redomas onde não saberíamos nem do alterno
E nem da alteridade, onde quiçá um entrementes soubesse que por onde já andamos
Os caminhos se nos revelam maiores e mais substanciais do que as veredas por onde erramos...

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