Muitos
podem classificar o empoderamento como algo importante, principalmente quando
diz respeito às minorias. Quiçá fosse tal coisa não tão importante quando seus
meios de obtenção, para quem não o alcança pelas vias de fato, como através de
concurso ou através de eleições, de modo sempre saudável, procede estar, via de
regra, não agindo lealmente consigo mesm@. Os limites são os limites, e
estarmos nos valendo de quaisquer subterfúgios para obter o citado poder pode
não ser a melhor pedida, posto será na ponta que podemos perder tudo, não apenas
o nosso poder, mas o próprio juízo. Essa versão de atropelar tudo e todos para
obter uma posição de destaque é a mais clássica, onde o atalho arriscado em sua
maior parte é aquela onde o caráter e a dissimulação, e não o exemplo da
liderança pelo desprendimento e pela união, da diplomacia e da comiseração
seriam os exemplos por vezes mais áridos, mas porventura mais maduros para se
afirmar efetiva e perenemente como um perfil que se encaixa justamente nesse citado
amadurecimento, onde apenas a médio e longo prazo, e sempre afirmativamente,
dando-se um exemplo, sem tentar se aproximar daqueles que sejam influentes, como
que se apadrinhando "politicamente" por interesse, para tentar, por osmose, tentar espalhar de
modo tentacular algo que se nos apresenta muitas vezes como a rede que tomamos
por excelência, ou por vezes nos utilizando de modo escuso de empresas
externas, da ajuda de outros, como no universo corporativista de antanho, as
experiências que sói não renderem frutos, pois muitas vezes não representam a
realidade primeira das invectivas que pretendemos, no íntimo, imprimir a uma carreira
meteórica.
Esse
impulso quase primitivo de termos essa ganância pelo Poder, tal qual o
conhecemos, imprime um quase instinto de termos ferramentas que achamos
válidas, que aparentemente são as oportunidades que temos à mão, e no mais das
vezes, esquecemos que nosso moral e uma ética boa nos falta nesse tipo de
atitude, que na realidade não estamos nem aí para esse tipo de princípios
norteadores de conduta. Para citar duas mulheres que estiveram muito próximo do
poder: Evita, com Perón, que efetivamente tomou as rédeas da Argentina e virou
a “chefe espiritual” da nação e Olga Benário, que se juntou a Prestes para
tentar dar um golpe comunista no Brasil em 1935 e deu no que deu, no contra
golpe de Getúlio e a vinda do Estado Novo,
que começou com a repressão dos que participaram da Intentona, já em 1936, culminando
com a deportação de Olga para a Alemanha, a prisão de Prestes e a decretação da
ditadura em 1937, que durou até 1945, quando Getúlio se junta aos aliados na
Segunda Guerra Mundial. Esses movimentos, meio que veem e vão, mas o mais
factível é que na realidade tenhamos muita cautela antes de podermos mensurar o
que é possível do que não é, como o movimento golpista do oito de janeiro na nação brasileira, que terminou com a prisão de muitos que participaram,
inclusive do ex Presidente da República, Jair Bolsonaro.
É um
ato, todo um planejamento por vezes, é como o Presidente Trump, que quer fazer
valer de todo seu poder para tentar arrumar uma casa onde os alicerces já
começam a ruir, desse há um bom tempo, enquanto, já em 1979 a China construíra
seu edifício sobre os fortes alicerces de sua República Popular construídos por
Mao, através da abertura econômica de Deng Xiaoping, se tornando desde então um
império que não cessa de crescer... Por essas e outras há sempre um contexto
histórico, e a história das civilizações não passa justamente da sucessão de
impérios que vem e vão, dependendo não apenas do fator econômico, mas do grau
de humanismo que determinadas nações passam a imprimir ao correr do citado
processo histórico no desenrolar das civilizações e seus processos.
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