quarta-feira, 1 de outubro de 2025

A VERSÃO CLÁSSICA DA VONTADE DE PODER


                Muitos podem classificar o empoderamento como algo importante, principalmente quando diz respeito às minorias. Quiçá fosse tal coisa não tão importante quando seus meios de obtenção, para quem não o alcança pelas vias de fato, como através de concurso ou através de eleições, de modo sempre saudável, procede estar, via de regra, não agindo lealmente consigo mesm@. Os limites são os limites, e estarmos nos valendo de quaisquer subterfúgios para obter o citado poder pode não ser a melhor pedida, posto será na ponta que podemos perder tudo, não apenas o nosso poder, mas o próprio juízo. Essa versão de atropelar tudo e todos para obter uma posição de destaque é a mais clássica, onde o atalho arriscado em sua maior parte é aquela onde o caráter e a dissimulação, e não o exemplo da liderança pelo desprendimento e pela união, da diplomacia e da comiseração seriam os exemplos por vezes mais áridos, mas porventura mais maduros para se afirmar efetiva e perenemente como um perfil que se encaixa justamente nesse citado amadurecimento, onde apenas a médio e longo prazo, e sempre afirmativamente, dando-se um exemplo, sem tentar se aproximar daqueles que sejam influentes, como que se apadrinhando "politicamente" por interesse, para tentar, por osmose, tentar espalhar de modo tentacular algo que se nos apresenta muitas vezes como a rede que tomamos por excelência, ou por vezes nos utilizando de modo escuso de empresas externas, da ajuda de outros, como no universo corporativista de antanho, as experiências que sói não renderem frutos, pois muitas vezes não representam a realidade primeira das invectivas que pretendemos, no íntimo, imprimir a uma carreira meteórica.

                Esse impulso quase primitivo de termos essa ganância pelo Poder, tal qual o conhecemos, imprime um quase instinto de termos ferramentas que achamos válidas, que aparentemente são as oportunidades que temos à mão, e no mais das vezes, esquecemos que nosso moral e uma ética boa nos falta nesse tipo de atitude, que na realidade não estamos nem aí para esse tipo de princípios norteadores de conduta. Para citar duas mulheres que estiveram muito próximo do poder: Evita, com Perón, que efetivamente tomou as rédeas da Argentina e virou a “chefe espiritual” da nação e Olga Benário, que se juntou a Prestes para tentar dar um golpe comunista no Brasil em 1935 e deu no que deu, no contra golpe de Getúlio  e a vinda do Estado Novo, que começou com a repressão dos que participaram da Intentona, já em 1936, culminando com a deportação de Olga para a Alemanha, a prisão de Prestes e a decretação da ditadura em 1937, que durou até 1945, quando Getúlio se junta aos aliados na Segunda Guerra Mundial. Esses movimentos, meio que veem e vão, mas o mais factível é que na realidade tenhamos muita cautela antes de podermos mensurar o que é possível do que não é, como o movimento golpista do oito de janeiro na nação brasileira, que terminou com a prisão de muitos que participaram, inclusive do ex Presidente da República, Jair Bolsonaro.

                É um ato, todo um planejamento por vezes, é como o Presidente Trump, que quer fazer valer de todo seu poder para tentar arrumar uma casa onde os alicerces já começam a ruir, desse há um bom tempo, enquanto, já em 1979 a China construíra seu edifício sobre os fortes alicerces de sua República Popular construídos por Mao, através da abertura econômica de Deng Xiaoping, se tornando desde então um império que não cessa de crescer... Por essas e outras há sempre um contexto histórico, e a história das civilizações não passa justamente da sucessão de impérios que vem e vão, dependendo não apenas do fator econômico, mas do grau de humanismo que determinadas nações passam a imprimir ao correr do citado processo histórico no desenrolar das civilizações e seus processos.

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