quinta-feira, 16 de outubro de 2025

A TOQUE DE CAIXA


                Escrevemos em muitos cantos do saber, por vezes, e coisas como a pesquisa, “a toque de caixa”, para se obter resultados a curto prazo, não demandaria muito com o que seria a sociedade esperada, suas conjecturas, suas nuances, a placidez de se estar com um pensamento mais conforme, mesmo com a correria do dia a dia, é um tipo de contraponto que dista das tensões das cidades, suas neuroses, seus problemas, suas linhas produtivas, ou mesmo o afã do comércio, como tanto se tem visto nas grandes cidades, os engarrafamentos, as pessoas já embriagadas no começo do dia, e diversos problemas com os quais a humanidade se debate, por vezes logo no princípio das jornadas diárias. O regramento sob certos aspectos pode parecer de uma compulsoriedade exagerada, mas para aqueles que precisam de fato, a disciplina deve ser algo que não demande necessariamente hierarquias, ou tipos de coisas no dia a dia, a não ser quando trabalhamos em estabelecimentos, fábricas ou em serviços onde há chefes, e devemos nos subordinar às suas ordens ou orientações. Por vezes queremos contestar os patrões, e em outras estaremos lidando com os mesmos em estado de embriaguez ou adição de outras substâncias, por vezes estaremos lidando com salários que não nos sejam ideais, mas vai sempre ser ou sair de nossa conduta em sabermos dialogar com a classe patronal, e reivindicar melhores condições, e para isso existem os sindicatos ou a representação trabalhista.

                O que recorre no mundo atual é o fato de termos que cumprir metas que muitas vezes são exageradas, no tempo que se espere para alcançá-las, pois certos patrões demandam que produzamos mais do que as peças sejam suficientes na “esteira produtiva...” A indústria deve ter seu tempo correlato, e sair por aí enfeixando produtividades com resultados de produtos feitos imperfeitamente, não condiz com a concorrência leal de mercado, pois os consumidores sempre vão querer um bom produto, por um preço compatível, por isso existem os parques fabris que deem conta de uma demanda, muitas vezes internacional, quando de grandes conglomerados. O fato de se estabelecer padrões produtivos em plantas fabris remonta que possamos receber know how de nações que se predisponham a ajudar nesse sentido, bem como na logística de distribuição e marketing dos produtos fabricados.

                Assim como na lógica mercadológica, precisamos nós, cidadãos de nosso tempo, ausentarmo-nos de um aspecto “produtivo” em termos de que, nas horas vagas, estejamos sempre tentando estabelecer conexões onde o smartphone seja apenas a única via existencial que possuamos, pois será no aspecto de um retorno à placidez da meditação, ao equilíbrio de nossas energias mais íntimas, de toda uma contemplação em nós mesmos, da prece e etc, que poderemos recarregar nossas baterias, e não agregando substâncias como as drogas e o álcool para que – mesmo fora de nossas jornadas de trabalho – estejamos sendo influenciados pela mesma roda viva que nos supre a questão vital que é, ela mesma, a preservação de um estado mental saudável e pleno diante dos desafios que enfrentaremos nos dias em que estamos em serviço. A tudo deve haver uma conformidade com um timer que funciona espiritualmente, pois dando de nós mesmos para relações aparentemente conflituosas e difíceis, jamais será entrando no jogo da droga que sairemos da mesma “esteira produtiva” em que não daremos conta de produzir que nos trará a serenidade existencial necessária para as nossas vidas.

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