Precisáramos
falar de coisas como a hipocrisia, a desavença, as coisas da Era de Ferro, Kaliyuga,
ou mesmo nada com coisas que não fossem principalmente estratégias conscientes
com outras inconscientes de se portar, quiçá com mistérios onde se nos brotem
escalas e símbolos, metas e objetivos, alvos e setas lançadas, dardos flamejantes
daquele ódio atávico ou rancores, simplesmente, ou mesmo nada disso, senão um
texto simplesmente ou colocação do dadaísmo... Sim, se não fosse isso: o
inconsequente modal do não ser, do ilógico, do opaco transparente, do verde
dentro do ócio, do vermelho sem partido, ou do branco nos cabelos de um homem
negro.
As
crenças se sucedem, e suceda que a ação, experimental ou não, de quem meramente
observa uma peça, algo de ensaio, um experimento, algo que não transcende pois
não é uma presença qualquer de fato, senão um teatro causal de falsas
marionetes, quem sabe, algo planejado, quem sabe, se com vítimas ou não ou
mesmo quem saiba se em uma plenária de um congresso a coisa não fosse mais verdadeira,
pois efetivamente é, já que as pessoas que lá estão efetivamente estão no
Poder... Os sonhos mais infantis fazem parte da ausência inconsciente, da
ausência-presença do outro em nós, daquilo que fôramos e temos medo de encarar,
um pedaço de nossas vidas, algo que remonta quiçá o próprio nascimento, algo que
venha da gestação, algo subterrâneo, os escombros do que fomos mais adultos, na
criança que não fomos na infância.
Seria a
página de surrealistas em sua poesia a solução para os sonhos que deixamos por
dentro da nossa virtude, ou será que nosso imaginário povoa a criatividade em
seus processos, estes que brotam de arquétipos mais antigos do que a própria
cultura encerra em seus planos mais sombrios? Por que ficamos doentes da mente,
se na verdade quiçá ninguém mais viaje dentro de sua cachola ao menos para
sonhar acordado, senão fumando da erva maldita ou qualquer outro ópio como o
crack e afins? Ninguém mais é capaz de sonhar e de ser artista, e existe uma “argumentação
contra a morte da arte”, livro famoso de Ferreira Gullar. Não seremos mais
artistas, sejamos filósofos então, dadaístas, surreais, poetas, desenhistas em
papel de pão, secretários de grupos de ajuda ou mesmo amigos de pessoas que
catam latas na rua, pois erradicar aquilo que não tem presença mas que reside
no inconsciente é como extirpar um câncer sem o possuirmos. E não estar
presentes no processo de nossa consciência por vezes evidencia um descaso com o
outro, de merecimento ou não, simplesmente uma regra danificada em nosso ego
falso de que teríamos mais importância do que o nulo que nos tornamos a cada
dia. Como dizia aquele homem: “apetece-te uma vulva, meu camarada? Cuida que
não frequentes uma que tenha muitos donos, é apenas uma dica...”
A simples
questão de citar algo, de se expressar, de fazer um chiste, uma troça hoje, já
é confundida com leis que restringem cada vez mais os movimentos dos cidadãos
em nosso país, posto na realidade, o que resta é sabermos que a ofensa não
existe de fato se alguém se sente ofendid@. Pois que a presença da ofensa
reside no inconsciente, muitas vezes, e antes o que era já de um ressentimento
concreto, mais do rancor, do ódio latente, por vezes lancinante, e cabalmente
estudado em todas as suas frentes, cabendo aos agentes que o praticam por vezes
darem de si e das suas caras, ou meramente e confortavelmente serem contratados
para reprimir ou tentar coagir um cidadão, julgar por tabela o Presidente Justo
de uma nação, tentando atingir, com sua ausência consciente, ou seja, na
estratégia do oculto auto justificável, denegrindo e agindo com o dolo da ação
mais perversa, isso faz parte de um arquétipo indiscutível no ser humano, que é o
mal, a maldade, representado pela covardia e outros signos diabólicos, pois o
satanismo é uma forma de rebeldia covarde e disfarçada, com medo de retaliações
pela Verdade Cristã...
A
grande coisa libertária do amor livre, daquilo que não tem freios, do ser Quasímodo
que deu certo, que não precisa enfrentar as gárgulas da Notre Damme...
E, corcunda e medonho, vive a sua história de amor – inclusive carnal – com a
sua adorável mulher! E eis que de repente um paulista meio metido poderia
falar: “bicho loko, meu!” hic, sem pretensões maiores, um intervalo na obra de
Mozart em um Konzert für Fagott nos enleva a prosseguir, sem maiores
provações... Tocaríamos o eixo de uma carne, os seios, as pernas, o dorso, ou simplesmente
comemos em um buffet de fundo de quintal em um café de quinta, a carne aquecida
e seca, comendo e comendo, sorvendo com coca zero o boi que matamos todos os dias,
em nome de que, de amor?
Como no
seminário de Lacan sobre os tolos, todo um estudo sobre a colocação dos tolos enquanto
motivação de estudos, pode uma coisa dessa, que estado de inconsciência na
presença de certos assuntos, que há estudiosos ainda que se debruçam sobre
isso, pois a análise, irmãos, para a burguesia é cara e longa, uma terapia e
tanto... Mas na realidade é nos espertos que a sociedade deposita seus créditos:
nos malandros, nos vis, naqueles que jactam-se mais rápidos, nos espíritos de
répteis, naqueles que fumam seus baseados e saem a copular que nem fariam cães,
nem eles fariam assim...
A
presença do que não é, do que não existe, naqueles que não alcançam, não sabem
nada de história, são trabalhadores rotos e rasgados, não possuem senão a
inveja de não terem posição, mas isso é natural da classe, pois não possuíram
educação para tanto, não se esforçaram e hoje amargam suas posições de classe
inferior, na luta desumana de estarem nas mãos dos empresários que empregam sua
força de trabalho para engordar seus cofres na forma já atualizada da antiga
mais valia. E no entanto, paradoxalmente, se julgam donos ou detentores de
algum poder, quando negam um Governo mais popular, que ainda reconstrói laços
trabalhistas e permitem a esses trabalhadores uma instituição que lhes garanta
os direitos baseados na Constituição da República. Em síntese, são
trabalhadores, em sua maior parte meio freelancers, que emprestam sua força de
trabalho para servir a interesses fascistas, e tentarem subverter regimes que
mais não fazem do que manter a dignidade democrática nacional, dentro de um nacionalismo
possível e democrático.
No mais
das vezes, essa presença de um inconsciente trabalhador, e sua inconsistência ideológica
mais não faz do que trabalhar com sistemas em que acaba por sofrer por temer a
ausência consciente das drogas, e teme que as patrulhas da lei não lhe permitam
usufruir desse estilo alienado de vida, que gira em sua mente a cada dia que
passa, lhe colocando mais e mais ideias de subversão e empedrando os meios que
empreende a cada dia para um dia crer piamente que estará chegando às fileiras
de um exército de libertação, que mais não seria um exército que considera o
domínio imperial seu chefe, e age – em alguma parte do citado exército – no sentido de servir
a interesses desses dominadores, e usurpadores do bem estar dos cidadãos que
lutam dia a dia para prosseguir vivendo e trabalhando arduamente para manter ao
menos a dignidade que confere à sua existência, finalmente, cumprindo uma
presença conscientemente...
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